janeiro 27, 2009

Histórias da imprensa no livro "No Fio da Navalha"

Por Renato Fernandes

O jornalista Quico Cuter resolveu resumir 20 anos de militância na imprensa botucatuense produzindo o livro “No Fio da Navalha”, onde relata aventuras e desventuras do dia-a-dia de um repórter. “Procurei contar um pouco de tudo que vivi no jornalismo de Botucatu.

São fatos reais vividos nas mais diferentes áreas, pois acredito que eu já tenha trabalhado em todas as editorias de um jornal, sem exceção. Nada do que está escrito foi inventado ou produzido. Aumentado, talvez. E ninguém me contou nada. Sou minha própria fonte”, comenta Cuter.Cuter explica que a idéia de escrever sobre o tema leva em conta os fatos inusitados da profissão. “Numa redação de jornal, no dia-a-dia de um repórter acontecem coisas inimagináveis. Fatos que a população nem de longe faz idéia, das dificuldades para colher dados com a finalidade de se montar uma reportagem e levar a notícia aos lares”, diz.

O título ‘No fio da navalha’ foi a maneira encontrada pelo autor para expressar o cotidiano do profissional da imprensa. “É bem isso mesmo, pois nenhuma, absolutamente nenhuma, matéria é igual a outra. Cada uma exige um cuidado especial. Quando um repórter sai de sua casa para iniciar mais um dia de trabalho, não sabe o que vai encontrar pela frente.

Inicialmente pensei em ‘Pisando em ovos’, que também expressa isso tudo que um repórter passa em seu cotidiano”, diz. “Por isso o profissional tem sempre que estar atento a tudo que acontece. Ou seja, ficar sempre no fio da navalha, mas obedecendo cegamente as cinco palavras chaves. São elas: quem? Como? Quando? Onde, por quê?“, completa.

Para garantir que as histórias do jornalista não são como os contos de pescadores, Cuter cita testemunhas. “Trago no livro o nome das” testemunhas” que podem confirmar tudo isso que eu passei. Pessoas que viveram essas experiências comigo. Umas conhecidas da sociedade botucatuense, outras não tão conhecidas. Mas todas importantes”, explica.

Cuter está em processo de finalização da obra e captação de recursos para o lançamento. “Quero que o livro faça o leitor entender e conhecer, através das minhas experiências, um pouco do cotidiano desses profissionais que levam as notícias aos lares das pessoas e para isso acabam passando por situações, no mínimo, embaraçosas. Outros já contaram suas experiências na profissão. Eu quero contar um pouco das minhas”.