fevereiro 10, 2009

FMB entre as sete faculdades credenciadas a ensinar técnica para correção de catarata

O curso de Medicina oferecido pela Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) está entre os sete, do Brasil, credenciados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) para desenvolver a capacitação dos alunos através do projeto “Faco”, em parceria com um laboratório particular. O programa ganhou destaque na edição de novembro/dezembro de 2008, do Informativo Jota Zero, do CBO. A iniciativa pretende difundir o ensino da facoemulsificação – procedimento cirúrgico que emite uma sonda de ultrassom, utilizado para a correção da catarata.

Antônio Carlos Lottelli Rodrigues, professor-assistente doutor do Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia da FMB, é o responsável pelo projeto na instituição. A Faculdade de Medicina de Botucatu está entre as selecionadas, segundo ele, devido à presença constante de docentes capacitados no ensino e acompanhamento aos médicos residentes. “Antes, o procedimento da facoemulsificação era ensinado apenas aos residentes do terceiro ano, quando eles já têm mais habilidade, devido à complexidade da operação. Mas, agora, através do chamado ensino de trás para frente é possível que a técnica seja passada já aos médicos residentes do segundo ano, pois o treinamento vai dos passos mais complexos, que estão no início da cirurgia, decrescendo até os mais simples, usados no final do procedimento”, declara. “Os alunos realizam quatro vezes cada um dos cinco passos, até realizarem o processo todo”, completa.

O aparelho de facoemulsificação é oferecido às faculdades credenciadas pelo CBO, que firma parceria com um laboratório particular. A FMB já possui um modelo do equipamento, mas deverá receber outro – através do convênio com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia - já que o procedimento será ensinado aos residentes do segundo ano e não mais apenas no terceiro. No Estado de São Paulo, apenas a Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA) e Universidade de Santo Amaro (UNISA) oferecem cursos que têm em seu currículo o ensino da “faco”.

Avanço - Através da “faco”, o cirurgião faz uma abertura de aproximadamente três milímetros no olho do paciente. Com o facoemulsificador, quebra o núcleo do cristalino em vários pedaços e aspira o material. Em seguida, é colocada a lente, que entra dobrada no orifício e posteriormente retoma sua forma original. “A cirurgia é rápida e dura, em média, 20 minutos. A anestesia pode ser feita apenas com um colírio. A recuperação do paciente também é mais tranqüila”, esclarece prof. Antônio Carlos.

Outra técnica utilizada para correção da catarata – e praticada há mais tempo – é a cirurgia extra-capsular, que, por ser menos complexa, é ensinada aos alunos no segundo ano de residência. Diferente da “faco”, esta técnica consiste em um corte de aproximadamente 12 milímetros e o núcleo cristalino é retirado inteiro. No local é colocada uma lente, mas a recuperação do paciente é mais demorada.

Sintomas da catarata - Borramento da visão; 2. sensibilidade aumentada à luz e ao ofuscamento, principalmente quanto exposto à luz solar ou dirigindo à noite; 3. miopização, o que leva à necessidade de trocar de óculos com maior freqüência e 4. distorção ou imagens fantasmas.

Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI) da FMB e HC