fevereiro 04, 2009

Adolescente da semiliberdade da CASA entra na faculdade

Jovem consegue bolsa e emprego por desempenho educacional


Um adolescente que cumpre medida socioeducativa de semiliberdade passou no vestibular e conseguiu bolsa de 45% no curso de Logística da Faculdade Flamingo, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo. Além da aprovação para cursar uma faculdade, ele conseguiu um emprego.

Depois de passar por unidades de Internação Provisória e de Semiliberdade da Fundação CASA, o rapaz de 17 anos ouviu os conselhos das técnicas que o atendiam. Por bom comportamento, foi encaminhado ao Projeto Aprender Trabalhando, da Fundação Para o Desenvolvimento da Educação (FDE), da Secretaria de Estado da Educação.

O jovem que passou no vestibular trabalhou como aprendiz de Serviços de Mixagens de Livros e descobriu o que vem a ser Logística. “Nesse trabalho eles cuidavam dos livros que a secretaria compra para a rede estadual de ensino. Eles aprenderam a organizar a chegada e a distribuição desses livros”, contou a analista técnica da Fundação, Janaina de Brito, que
trabalha com os meninos que são atendidos no projeto.

Para a agente educacional Alessandra Rocha, o adolescente é um exemplo de disciplina. “Quando ficou em Liberdade Assistida (LA), ele vinha de bicicleta trabalhar. Sempre estudou e demonstrou muito interesse”. Agora, o rapaz, que está na fase final do trabalho como aprendiz, acaba de ser contratado por uma empresa terceirizada para desenvolver as tarefas que realizou durante o projeto na FDE.

Projeto Aprender Trabalhando

Atualmente, 20 jovens participam do projeto onde trabalham com Mixagens de Livros e Recuperação de Mobiliário. Pelo trabalho que executam como aprendizes, recebem R$ 400,00. A sede do projeto fica na Vila dos Remédios, Zona Oeste de São Paulo.

Fruto de um convênio firmado entre a Fundação CASA e a Secretaria de Estado da Educação, o projeto é voltado para jovens que estão em semiliberdade. “Em 2008 atendemos 60 adolescentes”, disse a agente educacional Alessandra Rocha. Ela explica que o período de atendimento é de 6 a 8 meses.

Para fazer parte do grupo, o jovem que cumpre medida socioeducativa em semiliberdade precisa estar matriculado no ensino regular, ter maturidade e excelente comportamento. “Com esses atributos ele já pode ser indicado pela direção da unidade para o projeto”, explica a gerente de Educação Profissional da Fundação CASA, Ana Maria da Silva.