abril 25, 2009

45 anos sem Angelino

Por Renato Fernandes

Há 45 anos, falecia em São Paulo o cantor e compositor Angelino de Oliveira. O artista nasceu em Itaporanga, também em abril, no dia 21. Entre os aniversários de nascimento e morte, um colecionador, que pediu para ter o nome preservado, apresentou uma caderneta de trabalho do músico.

A notícia sobre o material inédito foi divulgada na edição de ontem do Diário da Serra e chamou a atenção de músicos, artistas e jornalistas. O violeiro e secretário Municipal de Cultura, Osni Ribeiro, cita que materiais referentes à vida e obra do Angelino são difíceis de serem encontrados. “O material referente ao Angelino é super disperso. Não existe um acervo organizado, então, praticamente não temos nada que ele tenha deixado”, disse.

O jornalista Sérgio Santa Rosa, autor do livro sobre o movimento musical Cururu: “Prosa de Cantador”, defende uma análise detalhada da agenda. “A arte do Angelino de Oliveira é pouco conhecida, o que temos são suas músicas, mas existe muita coisa que ainda não foi encontrada. Todo o material referente ao artista e seu trabalho é bem vindo”, coloca.

Segundo ele, seria importante disponibilizar esse material para a consulta de pesquisadores e historiadores. “É um material importantíssimo, inclusive, para a história do rádio em Botucatu”, sugere.

Ramiro Vióla, da dupla sertaneja “Ramiro Vióla e Pardini”, também coleciona material referente ao cantor, e destaca que reunir todo o conteúdo referente ao artista é fundamental para a compreensão da história da música sertaneja no interior de São Paulo, principalmente na região de Botucatu. “Reúno tudo o que encontro desses artistas sertanejos de antigamente. Acho fundamental concentrar o que temos sobre o Angelino para podermos contar e cantar, um pouco de nossa história”, comenta.

Artista - Angelino de Oliveira, compositor e instrumentista, era filho único de modestos lavradores que se mudaram para Botucatu quando ele tinha seis anos. Autodidata, tocava violão, guitarra portuguesa e