abril 29, 2009

HC de Botucatu economiza mais de R$ 200 mil no consumo de medicamentos antimicrobianos

O Hospital das Clínicas, vinculado à Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), teve redução de R$ 219.559,12 nos custos com medicamentos antimicrobianos em 2008. O valor consta no relatório divulgado pela Comissão Permanente de Controle de Infecção Hospitalar (CPCIH) no qual foi analisado o consumo deste tipo de droga pelo HC voltado ao tratamento de infecções causadas por microorganismos.

Em 2007, o custo total destes medicamentos para o hospital foi de R$ 820.086,03, sendo que no ano passado, esse valor caiu para R$ 600.526,91. As médias mensais de gastos eram de R$ 68.340,50 (2007) e R$ 50.043,90 (em 2008).  A quantidade consumida pelo HC manteve-se a mesma nos últimos 24 meses: 160 quilos.

A análise levou em consideração dados da CPCIH e da Seção Técnica de Farmácia do HC. O estudo apontou ainda que 47,8% dos pacientes internados no hospital recebem tratamento com algum antimicrobiano. Deste total, 10,3% foram medicados em casos de infecção hospitalar, 28,8% para infecção comunitária e 60,9% fizeram uso profilático (preventivo).

Segundo o presidente da CPCHI, professor Paulo José Villas Boas, o resultado deve-se a dois fatores: atuação da comissão no uso destes tipos de medicamentos e critérios mais seletivos para a compra dos mesmos. “Em 2004 foi instituída uma política de uso de antimicrobianos no hospital. Passamos, com isso, a ter um grupo de controle do consumo destes medicamentos”, declarou.

Para ele, além do benefício econômico ao hospital, a redução do consumo de medicamentos antimicrobianos no HC possibilita dois pontos positivos aos pacientes: redução de incidência de efeitos colaterais provocados por estes tipos de drogas e inibe o surgimento de bactérias resistentes a estas substâncias.

“Foram implementadas duas atividades principais que possibilitaram esta redução no custo: o controle de algumas destas drogas e a padronização de condutas terapêuticas para as principais infecções atendidas pelo hospital”, concluiu prof. Villas Boas.

Flávio Fogueral - Jornal da FMB



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