abril 23, 2009

A verdade sobre o lobisomen de Pratânia

Por Renato Fernandes

A história de um animal estranho, que foi abatido na região de Pratânia tem gerado comentários em toda a região de Botucatu. Segundo uma das versões do boato, o animal, um Lobisomem, foi morto com 23 tiros, e está mantido em sigilo na Unesp Câmpus de Botucatu. Outra versão aponta que foi necessário uma bala especial para abater o bicho.

Na internet, esse é o primeiro registros sobre o suposto caso, entretanto, nos aparelhos celulares de um grande número de pessoas, é possível ver fotos, que ninguém sabe ao certo quem registrou.

São duas as imagens mais comuns: a primeira mostra a cabeça de um animal peludo (foto), que pode ser encontrado no Google quando se pesquisa pela palavra chupa-cabra. A outra, é de um ser sem pelos, com cabelo, postado sobre quatro patas e com seios, o registro que aparece na imagem é da década de 1990.

Segundo o professor Carlos Roberto Teixeira, responsável pelo Departamento de Animais Silvestres da Unesp câmpus de Botucatu, tudo não passa de boato. “Hoje mesmo (quarta-feira), atendi um casal de veio de ônibus para Botucatu apenas para ver o tal do Lobisomem. Temos recebido muita gente aqui, procurando por esse animal que não existe e nunca apareceu por aqui. A situação já está perturbando alguns setores da universidade devido a quantidade de telefonemas que estamos recebendo nos últimos 15 dias”, relata.

Teixeira aponta que os animais ficam em jaulas, em área onde existe o tráfego constante de pessoas. “Há 15 dias, tínhamos nessa jaula um Tamanduá. É um animal grande que durante o dia dorme com o rabo sobre a cabeça. Pode ser que tenham confundido. Mas afirmo e garanto, Isso não passou por aqui”, ressalta.

Após consultar o especialista, a reportagem se dirigiu até uma rede de supermercados da cidade, onde uma das operadoras de caixa teria um registro do animal no celular. Ela se negou a dar entrevista e afirmou que recebeu a foto de um funcionário da Unesp, mas que não teria o material em mãos naquele momento.

Outro funcionário da rede chegou até a reportagem e mostrou imagens do celular, na imagem é possível ver detalhes que remetem ao site de compartilhamento de vídeos Youtube. Uma roda de curiosos se formou em volta do aparelho para ver a fotografia. “Não sei de onde surgiu essa história, mas afirmo que ela é fantasiosa”, garante Teixeira.

Imagem mostrada à reportagem por funcionários
de uma rede de supermercado da cidade