abril 06, 2009

VI Congresso de Saúde e Espiritualidade de Botucatu

Nos últimos quatro séculos, graças, sobretudo, à forte intolerância religiosa, aprofundou-se o fosso entre ciência e religião, com a opção da maioria das comunidades científicas pelo paradigma materialista. Algo novo, porém, vem ocorrendo com a introdução do fator Espiritualidade nos estudos, pesquisas e na própria prática médica.

Desde a década de 70, principalmente, cientistas das diversas áreas do conhecimento (médicos, físicos, psicólogos, etc) têm se empenhado no estudo da relação entre os aspectos espirituais e as repercussões benéficas que estes trazem aos pacientes. A revisão de vários trabalhos nessa área nos leva a perceber o quanto o caráter espiritual do ser humano é importante no tratamento e recuperação de muitos pacientes.

Dentro do meio acadêmico, observa-se, cada vez mais, o aumento no número de faculdades e Universidades internacionais e nacionais que incorporaram em seus currículos médicos as disciplinas de Medicina e Espiritualidade. No Brasil, destaque para a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade do Triângulo Mineiro (em Uberaba/MG). Nos EUA, atualmente, mais de 80 instituições de ensino médico debatem esse tema junto aos graduandos e a American Association of Medical Colleges (AAMC,1999) tem desenvolvido guidelines e objetivos educacionais para cursos de medicina e espiritualidade.

É com o propósito de trazer essa discussão para a nossa faculdade que realizamos o VI Congresso de Saúde e Espiritualidade de Botucatu. Informações pelo site: www.ame.fmb.unesp.br