maio 05, 2009

Educadores vão conscientizar jovens sobre combate à pirataria

Da Agência Brasil

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) e a Câmara de Comércio Americana de São Paulo (Amcham) promovem quinta-feira (7), na capital paulista, o 3º Fórum de Conscientização de Educadores no Combate à Pirataria. O encontro integra o projeto Escola Legal, destinado à conscientização da comunidade escolar sobre a prática danosa da pirataria no Brasil e no mundo. O Inpi é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e responde pelo registro de marcas e pela concessão de patentes no país, entre outras atividades.

A coordenadora-geral de Articulação Institucional e Difusão Regional do Inpi, Rita Pinheiro Machado, disse que o objetivo é tentar conscientizar o público mais jovem da importância de combater a pirataria e de não comprar produtos falsos. O fórum visa a “esclarecer melhor os educadores, para que eles possam nos ajudar nessa empreitada”.

De acordo com estimativa do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), a pirataria gera cerca de R$ 30 bilhões de perdas anuais em impostos no Brasil. Estudo da Universidade de Campinas (Unicamp) calcula em cerca de 2 milhões o número de empregos que deixam de ser criados no mercado de trabalho formal em razão do comércio ilegal.

Criado em 2006, o projeto Escola Legal já chegou a 63 escolas, das quais 53 públicas e dez particulares, nas cidades de São Paulo, Campinas, Goiânia e Porto Alegre, promovendo a conscientização contra a pirataria de 13.497 alunos e 395 professores. Rita Machado informou que a meta, este ano, é ampliar o projeto para Recife, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, além do Rio de Janeiro, por meio de ações das Câmaras de Comércio Americanas locais.

O projeto quer mostrar que o combate à pirataria se aprende na escola, a partir de instruções levadas aos futuros consumidores quanto à importância da inovação e dos benefícios levados à população e ao país pelo comércio legal.