maio 05, 2009

Hospital das Clínicas de Botucatu sera referência para atendimento de gripe suina

Em reunião realizada na tarde de segunda-feira, 4 de maio, médicos, docentes e alunos da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) e Hospital das Clínicas (HC) discutiram a situação atual envolvendo Influenza A1N1 (gripe suína) no mundo e também sobre as estratégias que serão adotadas para que o hospital seja uma das unidades de referência para o atendimento de possíveis pacientes com suspeita da doença. O pedido para que o HC seja um dos hospitais preparados para o atendimento de vítimas da doença deve ser confirmado entre hoje, terça-feira, 5 de maio e amanhã, quarta-feira, 6 de maio.

O Hospital das Clínicas constará em lista que será divulgada pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo (CVE-SP). O Hospital de Américo Brasiliense - administrado pela Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) - também deve constar na lista de unidades de referência. Outros 52 centros de saúde em todo o Brasil já estão prontos para receber pacientes nestas condições.

Durante o encontro, quando o infectologista e chefe do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por Imagem, Carlos Magno Fortaleza prestou esclarecimentos técnicos sobre o assunto, ficou acertado que, no caso de surgirem pessoas com suspeita deste tipo de gripe, elas poderão ser encaminhadas pelas unidades básicas de saúde, que farão contato com a Central de Vagas e entrarão no HC através de seu Prontossocorro (PS). Antes, no entanto, será feita uma consulta aos responsáveis pela Enfermaria de Moléstias Infecciosas para que sejam tomadas as devidas providências de preparação da infra-estrutura, inclusive para a ala pediátrica. As demandas espontâneas que chegarem diretamente pelo PS também serão atendidas normalmente. Em ambos os casos a internação deverá ser feita imediatamente.

O HC, em curtíssimo prazo, deverá criar um "Gabinete de Crise" para administrar as situações de surtos e epidemias e também será feito contato com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) para o recebimento de insumos de diagnóstico e antivirais.

No curto prazo, terá que ser ampliado o número de profissionais da equipe de Enfermagem e de aparelhos de suporte ao tratamento.

Em médio prazo, será necessário aumentar a quantidade de leitos de isolamento.

Assessoria de Comunicação e Imprensa da Unesp/Faculdade de Medicina/Botucatu e Hospital das Clínicas