maio 21, 2009

Oscar Filho fala sobre carreira e televisão em entrevista

Renato Fernandes

No sábado (23), o humorista Oscar Filho, repórter do programa CQC (Rede Bandeirantes), apresenta a comédia “Putz Grill”, às 20h30, no Colégio La Salle.

“Putz Grill” faz o gênero estilo ‘stand-up’, ou seja: comediante e microfone, com um repertório onde há besteiro, tiradas sobre políticos, fatos do cotidiano do humorista, além de piadas com situações da própria televisão brasileira.

Assim como a proposta do programa CQC, a comédia se apóia no humor crítico. Chamado jornalismo humorístico, que se mostra funcional e adequado ao que se entende por “piada inteligente” na atualidade.

Em entrevista ao O Grito Notícias / Diário da Serra, o humorista falou sobre a carreira, relação entre palco e televisão e seu cotidiano.

Confira os principais trechos da entrevista:

O Grito - Como conciliar o trabalho na Tv com o teatro?
Oscar Filho - Tenho uma produtora que cuida da minha agenda, então tudo é passado para o CQC, que dá ou não a liberação das datas, por isso acabo fazendo menos shows do que eu gostaria, mas faz parte, né?

O Grito - Comparações entre os programas CQC e Pânico incomodam?
Oscar Filho - Não me incomodam nem um pouco, acho que cada programa tem sua linguagem, e a comparação é inevitável porque eles entrevistam artistas e celebridades também, mas não acho que sejam parecidos, são dois formatos completamente diferentes, que têm em comum o humor.

O Grito - Quando você descobriu que era engraçado?
Oscar Filho - Putz, sei lá, nem me acho tão engraçadinho assim, acho que fui descobrindo que gostava de falar pra todos o que eu pensava, e sempre achava uma forma mais "irônica" pra me comunicar, e assim trabalhando, as coisas foram acontecendo.

O Grito - A comédia Stand Up é um gênero consagrado nos Estados Unidos e que tem ganhado espaço no Brasil. Qual o segredo para conseguir manter a atenção do público, se apoiando apenas no repertório?
Oscar Filho - Segredo? Acho que não há uma fórmula, é como quando um palestrante vai falar para uma auditório lotado, alguns conseguem prender a atenção, outros não. Tem a ver com o como você fala. No caso do ‘stand-up’ o texto é fundamental, mas o como você se expressa e o quanto você também se diverte com aquilo, acredito serem até mais importante.

O Grito - No seu trabalho, qual foi o momento mais constrangedor enfrentado?
Oscar Filho - Nossa, mais constrangedor? Sempre passamos por diversas situações... Às vezes é uma entrevista que você tenta fazer e leva uma "patada" do entrevistado, ou errar alguma informação importante. No palco quando esqueço algum texto é bem constrangedor, ou quando falha microfone, acaba a luz. Tudo isso já aconteceu.

O Grito - Afinal de contas: Por que Pequeno Pônei?
Oscar Filho - Esse título eu devo ao Marcelo Taz. Tem um personagem do Caco Galhardo chamado Pequeno Ponei que usa o fato de ser fofo pra conseguir o que quer. Ele fuma, bebe, completamente politicamente incorreto. Só que como os caras do CQC são gigantes e eu tenho uma altura normal, ficou como se eu fosse o anão de lá, hehe.

O Grito - Alguma das cantadas que você aplica nas mulheres que entrevista dão efeito, já funcionou de verdade?
Oscar Filho - Eu sou um cara muito tranquilo em relação a isso. Não fico cantando as meninas por aí, sou um cara muito sério. Isso se dá ao fato de ser muito responsável, por ter 7 filhos não reconhecidos espalhados por esse Brasil.

O Grito - A comédia que veremos em Botucatu é presa em marcações ou trabalha a espontaneidade e improviso?
Oscar Filho - Não tenho marcações. Tenho sim o meu roteiro, o que quero falar, mas sempre existe o improviso, coisas novas que acontecem, informações sobre a cidade, etc. Cada apresentação que faço é diferente. Graças a Deus!!

O Grito - Qual a repercussão do programa CQC em sua vida?
Oscar Filho - Representa muito, é uma conquista da qual tenho muito orgulho de viver. Está sendo ótimo conviver com todos os profissionais que formam o programa e trabalhar na tevê é algo ainda novo pra mim.

O Grito - Ao longo dos anos percebemos que o humor de hoje, não serve para amanhã e que a reciclagem e fundamental para a manutenção do sucesso. Como lidar com isso, você acredita que o programa CQC é uma revolução no humor? Qual o segredo do sucesso?
Oscar Filho - Acho que o CQC uniu muitas coisas em um só programa: novos humoristas, novas técnicas de arte, novas maneiras de abordagem, de temas sérios e também de temas já engraçados por si só...Enfim, acredito muito no formato do programa e estou feliz por fazer parte disso.
Quero convidar a todos para irem ao meu show. Estou muito contente por apresentar em Botucatu e quero que as pessoas saiam completamente satisfeitas do teatro.

Serviço - Ingressos para a presetnação em Botucatu na banca de jornais do Paratodos, loja Dalu e restaurante Mandacaru.
Preços: R$30 (antecipados), R$40 (meia) e R$20 (meia).
Informações: (14)3879-0350