maio 05, 2009

Parque Sorocabana propõe a revitalização da antiga área da Fepasa, em Botucatu

Foto de Sidney Trovão / jornal Diário da Serra
O arquiteto Rodrigo Michelin acredita na revitalização urbana e social

Por Renato Fernandes

arquiteto Rodrigo Michelin sonha na transformação da área antes pertencente à extinta Fepasa, e que corta a área central da cidade, em um parque para a diversão e lazer da comunidade botucatuense.

Em busca da concretização do sonho, o arquiteto passou os últimos 10 anos desenvolvendo o projeto “Parque Sorocabana”, trabalho que vem sendo apresentado à comunidade através de um folder, que integra a arquitetura característica da ferrovia, linha férrea, meio ambiente e modernidade.

O projeto se estende ao longo da linha de trem, prevendo a arborização de toda a área, pista de cooper, ciclovia iluminada, postos de atendimento público, segurança, estacionamento, transporte público, centro de convenções, hotel, centro comercial, conjuntos residenciais, praça de alimentação, cinemas, espaço para feiras, dentre outras implementações.

“Complementando essas atividades previ edifícios residenciais, bancos, escritórios, centro de convenção, cinemas, shopping, estruturas públicas e institucionais”, explica o arquiteto.
Michelin destaca que a cidade cresceu e se desenvolveu em volta da estrada de ferro. “Com a decadência da ferrovia e de suas estruturas, a área tornou-se feia e palco para atividades marginais. É uma área fantasma”, explica.

Ele define o projeto como uma espécie de Ibirapuera botucatuense e destaca que o local já apresenta características que facilitam a implantação da estrutura básica do Parque, como pavimentação de algumas vias e o paisagismo. “Temos duas realidades concretas, as pistas de cooper e a ciclovia, bem como o paisagismo, já encontram condições para seu desenvolvimento, cabendo aí uma parceria com o Poder Público. Quando falamos em hotéis, restaurantes, cinemas e shopping, já é necessário a participação da iniciativa privada”, explica.

Além de garantir entretenimento e lazer para os botucatuenses o parque também atuará diretamente no desenvolvimento social e econômico dos bairros que o rodeiam. “A estrada de ferro segmenta a cidade em duas metades, tendo somente o elevado e o pontilhão como elo de interligações entre o Centro e a Vila dos Lavradores. No projeto prevemos outras ligações, resolvendo este grave problema urbano da cidade”, explica.

Outro avanço possível através do parque é a consolidação de um eixo universitário, podendo unir, através da ferrovia, os campis da Unesp, da Fazenda Experimental Lageado e Rubião Júnior. “Inicialmente o projeto é idealizado entre a FCA e a Associação Atlética Ferroviária. Mas já podemos imaginar um funcionário da Induscar, por exemplo, saindo do trabalho e com a bicicleta, através dessa ciclovia, chegar até bem próximo de sua casa no centro da cidade”, coloca o arquiteto.