junho 27, 2009

Sem homenagens ao Michael Jackson

Após refletir sobre o assunto decidi preparar um post sobre a morte do Michael Jackson. Em primeiro lugar quero deixar claro que não sou fã do músico e que tenho plena consciência de sua influência nos anos 80.

O que me surpreende é perceber que na morte todos viram santos, e com o Michael não é diferente. Acredito que todo e qualquer artistas deve zelar pelo seu maior patrimônio, a integridade de sua carreira, nome fama. Infelizmente, sua excentricidade fez com que ele jogasse tudo isso fora.

Não vejo motivos para colocar num pedestal divino uma pessoa que teve o nome envolvido em escândalos pesados, como casos de pedofilia. Não agüento mais ligar a TV ou acessar os meios de comunicação na internet e ver exaltações a uma pessoa que ameaçou jogar o próprio filho pela janela.

Um artista que não conseguiu manter o mesmo nível artístico da década de 80 nos anos 90 e que, por motivos que não ouso discutir, por desconhecê-los, simplesmente mudou de cor e usava máscaras sempre que saia às ruas.

Ele teve sim o seu valor musical e isso é incontestável, mas não o colocarei num pedestal, infelizmente, na balança, os pontos negativos pesam muito mais que os positivos.

O curioso disso tudo, é que talvez, nesse momento triste a vendagem de seus álbuns, que nos últimos anos chegou a encalhar, irá estourar. Garantindo talvez, recursos suficientes para quitar as dívidas que acumulou enquanto estava vivo.

Ironia do destino trabalhou a vida toda, ganhou muito dinheiro, talvez tenha se envolvido com garotos, participou de um casamento que a mídia classifica como armado, e após a morte venderá o suficiente para que a família pague suas dívidas.

Assim é o mundo, tenho certeza que receberei críticas por esse post, mas não tem problema, afinal, quando morrer também vou virar santo.