julho 12, 2009

"Dorotéia e os Farsantes": improvisos que valem a pena

Por Renato Fernandes

A apresentação do espetáculo “Dorotéia e os Farsantes”, que aconteceu na quinta-feira, dia 9, no Teatro Municipal Camillo Fernandez Dinucci foi prestigiada por 221 pessoas. Quantidade considerada pelo administrador do Municipal, Tico Vilela como alto. “Espetáculos com artistas consagrados tem registrado públicos menores. Por exemplo, a apresentação do humorista Ary Toledo recebeu apenas 115 pessoas”, relata.

Em cena, os atores (Danilo Batista, Erick de Barros, Fernando Bassetto, Murilo Andrade, Rafael dos Santos, Renan Lushon e Sérgio Viana), comandados por Robert Coelho, se revezam em jogos de improviso, onde a interação com a platéia é parte determinante do sucesso.

No hall de entrada, minutos antes da apresentação, o público é convidado a escrever frases que são usadas como temas e artifícios para as dinâmicas. Na platéia, são raros os momentos em que o silêncio vence o riso.

É impossível descrever o espetáculo, já que cada apresentação é única pelos desafios que são propostos. Na quinta-feira, jogos como o “Especialista em Enxugar Gelo”, “Irmãos perdidos na Lagoa Azul” e “Não é Verdade?”, foram mostrados pela primeira e única vez.

Talvez essa fórmula seja a resposta para o sucesso da produção, que na primeira apresetnação na cidade, em maio, atraiu um público de 250 pessoas. E a resposta de um trabalho que explora a surpresa e o inusitado, fatos cada dia mais raros no teatro, mas que tem ganhado espaço devido à atividade da “Quadrilha de Teatro Notívagos Burlescos” e de grupos paulista como “Os Barbixas”.

O reconhecimento ao trabalho vem através da realização de uma turnê regional com apresentações em São Manuel, Jaú e que segue para Avaré, na segunda quinzena do mês. A projeção também chegou à TV, com entrevista no programa “Tudo a Ver Interior”, da Rede Record.

Vale lembrar que o espetáculo é fruto das Oficinas de teatro mantida pela Secretaria Municipal de Cultura.