julho 20, 2009

Empresa de brinquedos de Botucatu entre as melhores do País

Os dedoches (brinquedos feitos de tecidos colocados nos dedos) e fantoches (para a mão toda) produzidos pelas irmãs artesãs Veridiana Ferreira Denigris e Melissa Ferreira Denigris, de Botucatu, colocaram um dos seus produtos entre os principais do País.

A dupla da empresa ainda na informalidade, Abracadabra Brasil, teve um fantoche selecionado entre os melhores brinquedos educativos do País, concorrendo com grandes fabricantes na revista Crescer em setembro de 2008. Daqui dois meses elas podem voltar ao topo da revista, pois concorrem novamente com um novo modelo de brinquedo.

Essa empresa é uma pré-residente da Incubadora de Botucatu. Poderá se incubar para treinamento das empreendedoras e formalização do negócio.

Veridiana Denigris conta que a ideia em atuar no ramo surgiu da necessidade que teve na sua vida pensando em um suporte à sua filha de quatro anos. “Queria encontrar uma forma de ficar mais com ela e precisava de uma fonte de renda. O dedoche foi uma coisa que tivemos na infância. A gente lembrou e resgatou isso. Fizemos uma primeira tentativa e deu certo”, conta.
Em formação, a empresa das irmãs de Botucatu apareceu na lista da Revista Crescer
A empreendedora diz que atualmente, os pais têm muito mais interesse por um produto que, além de diversão, traga algo a mais. “A gente vê que a procura pela internet vem numa crescente. Os pais comentam que realmente há um retorno interessante. O mesmo acontece com os professores”, cita Veridiana.

Os fantoches que são produzidos 100% em costura para aumentar a segurança podem ser usados com várias brincadeiras. “Não precisam ser usados em única função. Pode se improvisar, cantar músicas, diversificando bastante”, acrescenta a outra irmã empreendedora, Melissa Denigris.

Mercado em alta - A procura dos fantoches é tanto de pais como escolas. O produto está voltando ao gosto das crianças.

Os animais de historinhas clássicas estão entre os mais procurados, como a dos Três Porquinhos. São mais de 50 produtos desenvolvidos em três anos.

Outras perspectivas - Depois que tiveram um de seus brinquedos entre os melhores do País a visibilidade da empresa melhorou. “A seleção foi por idade. Os brinquedos são colocados por crianças e uma equipe técnica, formada por profissionais como psicólogos, que analisam os produtos. Foi bastante diferente porque somos artesãs e apenas duas pessoas na empresa. Foi mais que especial esse resultado”, informa Veridiana. “A gente apareceu para pessoas que não nos conheciam e houve um aumento de vendas”, completa.

Nem sempre escolas sabem usar brinquedos

Escolas contam com material educativo, mas bem sempre são usados. No Brasil ele ainda não é muito usado. Os eletrônicos estão de certa forma, saturados. Às vezes, as escolas têm o fantoche, mas os educadores ainda não sabem utilizá-los.

O uso dos brinquedos educativos, como os fantoches, ajuda a criança a externalizar seus sentimentos. A comunicação aumenta. Os pais também se abrem mais e há maior aproximação com os filhos. Eles podem ser usados por crianças de seis meses a cinco anos.