julho 14, 2009

Morte por Gripe Suína em Botucatu: primeira afirmação foi de doença respiratória grave não identificada

Na terça-feira, dia 14, o jornal Diário da Serra, entrevistou familiares do jovem de Botucatu Ricardo César Tini Jecovi, 28 anos, segunda vítima fatal da Gripe Suína (H1N1) no Estado de São Paulo. A matéria também traz declarações dos especialistas que atenderam o representante comercial no Hospital das Clínicas da Unesp de Botucatu.

A matéria relembra que na sexta-feira, 10, a unidade de saúde afirmou que o rapaz teria morrido em função de uma doença respiratória grave ainda não identificada, acrescentando que o Hospital das Clínicas não trabalhava com a hipótese de Gripe Suína, já que o mesmo não teria viajado a locais considerados de risco, como a Argentina e o Chile.

Os especialistas coletaram sangue do paciente e enviaram ao Instituto Adolfo Lutz, para análise.
O médico infectologista do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por imagem do HC, Carlos Magno Fortaleza, informou à reportagem do Diário da Serra que inicialmente o paciente não atendia aos critérios que caracterizavam os casos suspeitos de Gripe Suína, informando que o paciente deu entrada na unidade hospitalar com um caso de pneumonia grave.

A situação da internação passou a constar na lista de critérios do Ministério da Saúde, na terça-feira, após a alteração na lista de parâmetros. A partir de então o paciente passou a integrar o grupo de suspeitos.

O especialista responsável pelo atendimento, o médico Ricardo Augusto Monteiro de Barros Almeida afirmou que o caso foi surpreendente, ressaltando que o paciente teve um quadro de piora muito rápido.

Família -
No periódico, a irmã da vítima, Cristiane Tini, destacou que toda a família estava preocupada já que tiveram acesso aos prontuários do paciente, onde estava registrado que os procedimentos adotados pelo hospital eram os mesmo do tratamento da Gripe Suína.

A irmã apontou que outras pessoas tiveram contato com Ricardo, como a sua esposa e pacientes da unidade hospitalar. Ela revelou a trajetória que o mesmo teve no hospital: foi internado na sexta-feira, dia 4, ocasião em que foi isolado em um quarto especial; no domingo, dia 5 ele foi transferido para uma enfermaria comum até o seu falecimento.

A notícia de que ele esteve em contato com chilenos e argentinos em um hotel na cidade de Ubatuba, também foi transmitida ao jornal pela irmã.

Almeida acrescentou que a família foi orientada sobre os procedimentos que deveriam ser tomados caso outros familiares passem a sentir os sintomas da doença.

Com informações da edição de 14 de julho do jornal Diário da Serra / Botucatu