agosto 18, 2009

APM transmite debate simultâneo sobre transtornos de aprendizado para cidades paulistas

Em 24 de agosto, a Associação Paulista de Medicina (APM) promove novo debate ao vivo, por videoconferência, sobre Transtornos de Aprendizado. Nesta edição, o foco será a comparação do transtorno de aprendizado não verbal (TANV) e transtorno de Asperger, frequentemente confundidos devido às semelhanças, e a abordagem em surtos psicóticos na infância e adolescência.

Médicos, psicólogos e pedagogos ministrarão uma aula de atualização, com transmissão 100% ao vivo, a partir das 20h30, direto da capital, para as seguintes cidades do estado de São Paulo: Amparo, Americana, Andradina, Araraquara, Bauru, Botucatu, Campinas, Franca, Indaiatuba, Jales, Jaú, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, Santos, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba, Taubaté, Votuporanga, entre outras.

Os pólos dessa ação de atualização científica são municípios com regionais da APM, que transmitirão em tempo real palestras proferidas, a partir da Capital, pelo coordenador do evento, o psiquiatra Wimer Bottura Junior, presidente do Comitê Multidisciplinar de Adolescência da APM, pela psiquiatra dra. Sonia Palma, professora associada da Unisa, além da psicopedagoga Ana Silvia Figueiral e da psicóloga Caia Pacífico.

“Os debates se tornaram um sucesso absoluto. Em média, cerca de 700 profissionais de diversas áreas têm participado dos eventos, contribuído com suas dúvidas e opiniões, enriquecendo o debate. A iniciativa faz parte de um projeto maior que visa a desenvolver uma reflexão na sociedade sobre a importância de abordar os transtornos de aprendizado”, comenta o psiquiatra Wimer Bottura Junior.

A discussão é dirigida a médicos, educadores, psicólogos, psicopedadogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, diretores de escolas e outros profissionais interessados, além do público em geral, e principalmente familiares de portadores destes transtornos. Mesmo aqueles que não participaram da primeira fase poderão assistir a esta etapa, gratuitamente.

A meta é levar aos lugares mais distantes informações atualizadas sobre o tema, facilitando o diagnóstico e proporcionando aumento no número de casos tratados, mudando a forma de abordagem da família e escola aos portadores. É preciso que todos saibam que fazer um diagnóstico não é acusar a pessoa. É compreender a existência de um transtorno do qual não há culpados, embora todos tenham responsabilidade em conduzir a um tratamento.

Ao término da videoconferência, um espaço será aberto para discussão e dúvidas de todos os participantes de todos e quaisquer pontos de transmissão.

Transtornos de aprendizado

Os Transtornos do Aprendizado e os Transtornos Psiconeurofuncionais atingem cerca de 40% da população em idade escolar. Os principais transtornos de aprendizado, segundo a psicopedadoga Ana Silvia Figueiral, que falará sobre estes temas, são a dislexia - dificuldade na área da leitura, escrita e soletração, a discalculia - incapacidade de compreender e manipular números, e a disgrafia - alteração da escrita. São distúrbios que muitas vezes levam a criança a uma punição injusta, desmotivando-a ainda mais.

Um dos maiores contratempos, no entanto, é o déficit de atenção, com ou sem hiperatividade, que atinge cerca de 6% das crianças em idade escolar trazendo situações dramáticas para o portador e pessoas mais próximas quando não diagnosticado e tratado.

Suas principais características são a fácil distração e a impulsividade, acrescidas ou não da hiperatividade. As crianças portadoras do TDAH podem mostrar-se tranquilas ou inquietas, mas invariavelmente sofrem com a dificuldade de concentração, que atrapalha a aprendizagem e é visível nas notas finais.

“Um transtorno de aprendizado não tratado é um dos principais motivos para a defasagem escolar. A partir desse ponto, o jovem fica inclinado a seguir o caminho do abandono, o que leva muito ao uso de drogas, à violência e à marginalidade”, alerta dr. Wimer Bottura Jr. “A atuação integrada entre educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos é fundamental na abordagem adequada. Precisamos chegar às crianças antes que os transtornos do aprendizado se transformem em problemas maiores”.
Videoconferência Transtornos de Aprendizado
Data: 24 de agosto de 2009
Horário: 20h30