agosto 25, 2009

HC/Unesp é 5º colocado no Estado em transplantes renais

O Setor de Transplantes Renais do Hospital das Clínicas (HC), vinculado à Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) subiu de 7º para 5º colocado no ranking estadual ao superar as estatísticas registradas no ano passado. Até 25 de agosto, haviam sido feitos 49 transplantes e estava agendado mais um para o dia seguinte.

O serviço realizado no HC perde apenas para grandes centros, como é o caso do Hospital Albert Einstein, Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), USP (Universidade de São Paulo) e Escola Paulista de Medicina. Dia 4 de agosto, o Hospital das Clínicas registrou um fato histórico: realizou quatro transplantes renais ao mesmo tempo, reunindo uma equipe com seis urologistas. Foi a primeira vez que algo do tipo aconteceu desde que o procedimento começou a ser realizado, há 22 anos.

O volume deste tipo de procedimento vem crescendo de maneira significativa no hospital, principalmente se comparado com 2008. Foram realizados, no primeiro semestre, 31 transplantes, sendo que neste ano, no mesmo período, já haviam sido 48 – aumento de 135% - a maioria de doadores mortos. A expectativa é de que a unidade encerre 2009 em 4º lugar no Estado de São Paulo, chegando a 60 transplantes. Espera-se alcançar a marca de 500 transplantes em 2010 (até gora foram 438).

Para a médica nefrologista e responsável pelo Setor de Transplantes Renais do HC, Maria Fernanda Carvalho, a divulgação feita pela mídia sobre a importância da doação de órgãos e também o incentivo da Superintendência do Hospital das Clínicas foram decisivos para que os números fossem tão positivos. “O esclarecimento das pessoas e a propaganda sobre o tema são muito importantes. A Superintendência do HC também tem nos apoiado bastante”, diz.

São inscritas na lista de espera pelo transplante renal, quatro pessoas por semana. No entanto, na região de abrangência do HC o índice de pacientes que deixam de aguardar pelo órgão é, em média, de 17%. “Somos o único centro que consegue diminuir a fila de espera em porcentagem de dois dígitos. Na região de Botucatu a lista é pequena e transplanta-se em quantidade considerável”, coloca Dra. Maria Fernanda.

Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB e HC/Unesp