outubro 28, 2009

Medicina/Unesp vai rastrear Hepatite C em trabalhadores de toda a universidade

As equipes de Gastroenterologia e Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), com apoio da Unamus (Unidade de Atendimento Médico, Odontológico e Social) iniciarão um trabalho de rastreamento de Hepatite C. O projeto terá início pelo campus de Botucatu, em novembro, mas se estenderá para as demais unidades do Estado de São Paulo.

Serão feitos testes digitais, através de apenas uma gota de sangue e cujo resultado fica pronto em menos de 10 minutos. Todos os funcionários serão abordados para participarem da verificação. A intenção é estudar a prevalência da doença na comunidade unespiana.

Enquanto aguardam o resultado do exame, os trabalhadores responderão a um questionário através do qual serão identificados os fatores de risco aos quais estão expostos. Os casos positivos, após ratificação feita através de um teste confirmatório, serão encaminhados para o ambulatório de Hepatite do Hospital das Clínicas da Unesp.

Cássio Vieira de Oliveira, médico residente da Gastroenterologia, trabalha o rastreamento da Hepatite C em sua tese de mestrado e será um dos responsáveis pela triagem nas unidades da universidade. Segundo ele, a prevalência da infecção na população fica entre 1% e 2%. “Sabemos que 30% do diagnóstico de Hepatite C não tem fatores de causa, por isso a importância desse diagnóstico”, destaca.

Oliveira lembra que antes de 1994 a principal causa da Hepatite C era a transfusão de sangue, enquanto hoje são as drogas injetáveis. “O tratamento da doença depende muito de seu estágio e do tipo de vírus, além da adesão do paciente. Com a identificação precoce, a resposta ao tratamento chega a 70%. No entanto, caso a pessoa não descubra que está com a infecção, em 20 a 25 anos, por exemplo, pode se transformar em uma cirrose”, acrescenta.

Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB e HC/Unesp