novembro 27, 2009

Julio Medaglia toma posse na Academia Paulista de Letras

O maestro Julio Medaglia será empossado na Academia Paulista de Letras (APL), no dia 3 de dezembro, às 18 horas, na Sala São Paulo (Praça Julio Prestes, 16). O novo imortal venceu as eleições no mês de setembro deste ano e ocupará a cadeira 3.

O paulistano Júlio Medaglia define o início de sua trajetória musical como "um puro acidente". Já participando de uma orquestra de amadores na Lapa paulistana, conhece o oboísta Isaac Karabitchevsky, que o leva para a Escola Livre de Música, onde lecionava um dos grandes mentores musicais da época, Hans Joachim Koellreutter. Seu contato com esse mestre alemão lhe abre um novo e amplo universo musical. Quando, no final dos anos 50, Koellreutter muda-se para Salvador, Medaglia o acompanha. Se aperfeiçoa em regência, inicialmente coral e depois sinfônica. Surge, do Diretor da Escola Superior de Música da Universidade de Freiburg, Artur Hartmann, um convite para estudar regência na Alemanha.

 No final dos anos 60, Júlio retorna ao Brasil e participa ativamente, com Solano Ribeiro, da organização dos célebres Festivais da Record. Participa dos mais variados movimentos artísticos de vanguarda, entre os quais o da Poesia Concreta, "oralizando" poemas com os irmãos Campos e Décio Pignatari. No final de 1967, escreve o revolucionário arranjo para a canção "Tropicália", de Caetano Veloso, que marca o início do Tropicalismo.

Em 1968, na Record, a mais importante estação de TV da época, produz o "Opus 7", um dos mais criativos e bem sucedidos programas de música clássica da televisão brasileira.  Em 1969, é convidado por um grupo de elite de instrumentistas para fundar e dirigir a orquestra Cordas de São Paulo.

De volta a Europa, no início dos anos 70, rege em diversas rádios e importantes palcos, incluindo a célebre Philharmonie, de Berlim. Nessa época produz programas de rádio e TV sobre música brasileira para a televisão alemã. Em 1975, a convite de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o "Boni", volta ao Brasil para integrar os quadros artísticos da Rede Globo, da qual torna-se, posteriormente, Supervisor Musical Artístico. Ali, compõe também trilhas sonoras para 20 Casos Especiais. Nessa época, dirige a Rádio Roquette Pinto do Rio. 

  Nos anos 80, dirige, por 4 anos, o Theatro Municipal de São Paulo. Nesse período compõe as trilhas sonoras para os seriados de Walter Avancini, para a TV Globo, entre os quais, "Anarquistas Graças a Deus", "Avenida Paulista", "Rabo de Saia" e o premiadíssimo "Grande Sertão Veredas". No início dos anos 90, assume a Direção Artística do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e, em seguida, a Regência Titular da orquestra do Teatro Nacional de Brasília.

Atualmente, tem regido, como convidado, dentro e fora do País, e trabalhado em diversos projetos culturais. Júlio Medaglia é constantemente convidado para ministrar palestras em todo o Brasil. É ensaista e colaborador dos mais importantes órgãos de Imprensa nacionais. Tem livros publicados como tradutor e autor ("Música Impopular", já na segunda edição). É membro da União Brasileira de Escritores. 





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