novembro 23, 2009

Medicina/Unesp inicia rastreamento de Hepatite C em trabalhadores do campus Rubião Jr

As equipes de Gastroenterologia e Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB), com apoio da Unamus (Unidade de Atendimento Médico, Odontológico e Social) realizam um trabalho de rastreamento de Hepatite C. O projeto teve início pelo campus de Botucatu, nesta segunda-feira, 23 de novembro, no saguão do Departamento de Patologia, mas se estenderá para as demais unidades do Estado de São Paulo.

Serão feitos testes digitais, através de apenas uma gota de sangue e cujo resultado fica pronto em menos de 10 minutos. Todos os funcionários serão abordados para participarem da verificação. A intenção é estudar a prevalência da doença na comunidade unespiana.

Enquanto aguardam o resultado do exame, os trabalhadores respondem a um questionário através do qual serão identificados os fatores de risco aos quais estão expostos. Os casos positivos, após ratificação feita através de um teste confirmatório, serão encaminhados para o ambulatório de Hepatite do Hospital das Clínicas da Unesp.

Cássio Vieira de Oliveira, médico residente da Gastroenterologia, trabalha o rastreamento da Hepatite C em sua tese de mestrado e será um dos responsáveis pela triagem nas unidades da universidade. Segundo ele, a prevalência da infecção na população fica entre 1% e 2%. “Sabemos que 30% do diagnóstico de Hepatite C não tem fatores de causa, por isso a importância desse diagnóstico”, destaca.

Oliveira lembra que antes de 1994 a principal causa da Hepatite C era a transfusão de sangue, enquanto hoje são as drogas injetáveis. “O tratamento da doença depende muito de seu estágio e do tipo de vírus, além da adesão do paciente. Com a identificação precoce, a resposta ao tratamento chega a 70%. No entanto, caso a pessoa não descubra que está com a infecção, em 20 a 25 anos, por exemplo, pode se transformar em uma cirrose”, acrescenta.

Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB e HC/Unesp