dezembro 14, 2009

Kindle chega num Brasil de 77 milhões de não leitores

Com a chegada do Kindle, sucesso nos Estados Unidos, através da Amazon, o Brasil e mais de 100 países podem baixar obras literárias por meio de um simples download. Foi o suficiente para preocupar alguns setores da cadeia produtiva do livro.

Mas basta olhar para a realidade brasileira em que cerca de 73% das obras estão nas mãos de apenas 16% da população e considerar que 77 milhões de brasileiros ainda são não leitores para mudar o foco das preocupações.

Diante desta realidade, é urgente que governo, editoras, distribuidoras e livreiros se mobilizem, antes de mais nada, pela inclusão de mais leitores dos livros convencionais em vez de se preocupar com a suposta ameaça embutida no Kindle. Uma engenhoca da Amazon que chega ao mercado brasileiro custando cerca de mil reais e com pouquíssimos títulos disponíveis em português.

Para ampliar a inclusão dos não leitores basta dar andamento às iniciativas da cadeia produtiva do livro e do governo em torno do Fundo Pró-Leitura, cujo projeto de lei será encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional em breve. O fundo tem, por exemplo, entre seus objetivos abrir uma biblioteca em cada uma das mil cidades brasileiras sem bibliotecas.

“Com a inclusão de milhões de novos leitores, vamos reforçar nosso mercado livreiro, ampliar a experiência dos não leitores com o universo do conhecimento e da cultura”, afirma Fabiano dos Santos, diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura.

E nos preparar para transformar conhecimento em renda e, a médio prazo, encontrar pelas ruas, junto com os aparelhos celulares, os novos leitores usufruindo de seus livros através de novas engenhocas eletrônicas.




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