dezembro 18, 2009

Reforma curricular do curso de Medicina, em Botucatu, tem suas primeiras reuniões

A Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) iniciou, dia 23 de novembro, as discussões para a reforma curricular de seu curso de graduação em Medicina. A primeira etapa, que durou uma semana, avaliou o curso e serviu de base para propostas a serem debatidas em futuras reuniões, que devem se estender em todo o ano de 2010. Participaram das discussões o corpo docente, discente e também servidores técnico-administrativos vinculados à graduação da instituição.

Mais de 250 pessoas entre professores, alunos e servidores da área técnica-acadêmica debateram, através de oficinas, os principais pontos- negativos e positivos- em que está fundamentado atualmente o curso de medicina. Essa primeira etapa teve por objetivo conhecer a percepção da comunidade acadêmica da FMB, levantar propostas do que deve ser melhorado para o futuro curricular e apontar temas relevantes que devem ser abordados durante este processo.

Ao todo serão dez etapas cujos resultados serão encaminhados para aprovação da Congregação da FMB. A segunda etapa, que acontecerá em março de 2010, irá definir o perfil do médico a ser formado pela instituição. Conforme as discussões avançam, um documento é preparado para que no final do próximo ano a instituição aprecie e possa adotar como modelo curricular. A previsão é de que o currículo entre em vigor a partir de 2012.

A atual estrutura curricular foi modificada em 1996 e segundo o coordenador da comissão de reestruturação, professor José Carlos Peraçoli, as modificações pelas quais o curso deve passar vêm a atender desde diretrizes do Ministério da Educação até a necessidade do futuro profissional médico estar em sincronia com as exigências da sociedade. "Há algum tempo a Faculdade de Medicina de Botucatu se preocupa em discutir o contexto atual do curso e procura por melhorias em seu ensino", declarou. "O profissional, hoje, tem que estar em sintonia com a sociedade; saber o que ela precisa e deseja desse médico", disse Peraçoli. "Avaliamos que a participação de nosso corpo docente e também o interesse dos alunos foram positivas. A partir desta movimentação temos buscado definir o curso que queremos", complementou o coordenador.

Os resultados da primeira etapa foram apreciados pela Congregação no dia 11 de dezembro. A apresentação foi de um dos representantes da comissão, prof. Joélcio Francisco Abbade. Segundo as explanações, a primeira etapa fundamentou-se em três pontos: 'o que realmente está bom, o que precisa ser melhorado e quais temas são relevantes para serem abordados durante o processo de reestruturação curricular?’.

Seguindo sugestão do diretor da FMB, prof. Sérgio Müller, cada departamento de ensino deverá avaliar os resultados da oficina para sugestões. Com isso espera-se facilitar a discussão das propostas pela instância máxima da faculdade.

Foram apontadas como qualidades da atual grade do curso a formação docente, relação professor/aluno, processo seletivo, participação na vida institucional com a representação do corpo discente em órgãos colegiados e contato do aluno com médicos residentes. Também foram citados como positivos a existência de um hospital-escola (Hospital das Clínicas), diversificação de cenários de ensino - onde há situações de atendimento de menor para maior complexidade - laboratórios de informática/ habilidades/ experimental. Na questão curricular, os participantes da primeira oficina também destacaram a possibilidade de iniciação científica, atividades de integração e interação com a comunidade, como fatores que facilitam o aprendizado.

No entanto, para a comunidade acadêmica, alguns pontos ainda precisam ser melhorados como: ampliação da contratação de docentes e médicos; valorização do ensino na carreira docente; equilíbrio entre ensino/ pesquisa/ extensão; diversificar e modernizar com qualidade os cenários de ensino (aparelhagem e equipamentos) e melhoria do material didático.

A apresentação ainda elencou alguns aspectos que a comunidade julgou ser de suma importância: definição de doenças prevalentes que o HC atenda para readequação do ensino; metodologia de ensino; avaliação discente; espaço para disciplinas optativas em todos os anos da graduação, entre outros temas.

Assessoria de Comunicação e Imprensa FMB e HC




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