dezembro 31, 2009

Um erro não justifica um momento

O corte das árvores do jardim paraíso foi sim um erro.

Um erro administrativo que oferece um poder de barganha incrível.

Ainda ontem, vi nos jornais, um pai desesperado porque atropelou um filho de pouco mais de um ano, uma fatalidade. Esse Pai vai sentar na frente de um juiz e responder por homicídio culposo “sem intenção de matar”.

É Prefeito: o difícil vai ser *sentar na frente dos juízes políticos e aproveitadores, que subiram no bonde andando e estão querendo sentar na janelinha para transformar um erro administrativo em um momento político.

Sou o morador que perdeu a visão de frente das árvores e não gostei. Gostaria de ver ali duzentas árvores, de muitas espécies com placa de identificação. Só isso!

Isso não devolve a visão de ontem, mas planta a visão de um amanhã. Já o pai que perde um filho ou um filho que perde o pai em um acidente culposo só pode plantar a fé.

Se algum morador próximo quiser me convidar para uma conversa madura sobre o que podemos pedir para ali plantarmos um exemplo de cidadania, estou à disposição, caso contrário, deixem os oportunistas continuarem “plantando” cruzes.
  
José Luiz Amat Filho