janeiro 27, 2010

Centro Cultural de Botucatu investirá na biblioteca em 2010

Por Renato Fernandes

Nos últimos dois anos, o Centro Cultural de Botucatu (CCB) tem assistido uma grande evolução em sua estrutura física e quadro de associados, oferecendo à população cursos, sessões de cinema, shows musicais, espetáculos teatrais, dentre outras atividades.

Segundo o presidente da entidade cultural, João Carlos Figueiroa, o ano que passou foi importante para a transformação do acesso de entrada do CCB em área de exposição e adequação da sala Raymundo Cintra em um pequeno auditório. Agora, a meta para 2010 é trabalhar diretamente na readequação na biblioteca da entidade. “Em 2009 consolidamos o saguão como área de exposições. A agenda ficou tomada todos os meses com obras de diferentes propostas artísticas. Transformamos a sala Raymundo Cintra em um auditório versátil, que pode receber palestras, cerimônias, lançamentos de livros, peças teatrais e shows musicais, Isso está consolidado”, coloca Figueiroa.

Ele ressalta que a participação da secretaria Municipal de Cultura, na transformação da entrada do CCB vem sendo fundamental. “No saguão mantemos uma parceria constante com a Secretaria, ela nos fornece os banners das exposições, convites e também empresta os painéis onde ficam dispostas as obras. No auditório, eles auxiliaram fornecendo o praticável”, esclarece.

O primeiro passo para a adequação da Biblioteca será a impermeabilização de uma das paredes laterais, que fica entre o CCB e um acesso de veículos da Prefeitura Municipal. “Ano passado, um caminhão entrou nesse acesso e acabou afundando um pouco o terreno, permitindo a entrada da água e a infiltração. Já estou em conversação para fazermos esse reparo com auxílio do Poder Público”, explica Figueiroa.

Além de reformar essa parede, trabalho que exigirá a pintura interna e externa, a atual diretoria tem planos para melhorar a disposição das obras literárias. “O próximo passo será a substituição das cortinas e no segundo semestre pretendemos colocar vinte estantes e trabalhar na organização dos títulos. Ganhamos muito livro através de doações e eles chegam aos montes. A idéia inicial é informatizar, um programa desenvolvido por estagiários da Fatec (Faculdade de Tecnologia de Botucatu) custa em torno de R$ 3 mil, aí vamos precisar também de um bom computador e o salário de dois estagiários. O maior investimento nesse caso seria em material humano, o restante é simples, mas para concretizarmos espero contar com a parceria da Prefeitura”, diz.

Para garantir que o auditório pudesse atuar com plenitude foram necessárias adequações técnicas, como a instalação de um sistema de iluminação e a colocação de praticáveis, para compor um pequeno palco. “A iluminação eu gostaria de dar um acabamento. Completamos a adequação da sala com a colocação de cortinas novas. Graças a essa preparação conseguimos desenvolver no ano passado seis lançamentos de livros, um a cada dois meses. Três apresentações teatrais e quatro shows musicais. A substituição das cortinas foi uma necessidade para o cineclube (Ybitu Katu), as projeções dos filmes têm início às 19h30, e com o horário de verão, neste horário, ainda é dia claro e não tínhamos como escurecer a sala toda. Agora resolvemos esse problema”, garante.

O ano que passou também garantiu à entidade a aquisição de vários equipamentos, fundamentais para o desenvolvimento da agenda. “Conseguimos os equipamentos necessários para o pleno funcionamento do cineclube, como um data show e um DVD com entrada USB, possibilitando que os filmes sejam projetados diretos do pen drive para tela. Também adquirimos ventiladores, aspirador de pó, cortinas e o bebedouro, antes a água que tomávamos era da torneira. Estamos investindo na entidade. A saúde financeira está equilibrada, não temos muita verba, mas conseguimos operar com recursos próprios”, diz.

Uma preocupação que tem acompanhado a diretoria da entidade desde sua posse, em 2007, é a regulamentação plena de suas atividades. “Essa é outra meta para o ano. Estamos na terceira e última revisão das atas, conto para isso com o auxílio do Moacir Bernardo. Um lê o livro original e o outro revisa o livro já digitalizado. A primeira revisão foi feita pelo professor Isaías Barreto, fiz a segunda agora, espero, que seja a última. Temos que ser rigorosos Essa documentação ficará para a história. Já passamos a limpo oito anos de história, entre as décadas de 1942 e 1950. Impomos um ritmo de dez anos por semana”, diz.

Além da regulamentação a revisão das atas também resultará em um livro. “O trabalho de editoração já está pronto, a capa e a diagramação foram definidas pelo professor Sérgio Marques, falta às correções”, comenta Figueiroa.

O volume de atividades e de ações tem atraído ao CCB um volume grande de usuários com idade entre 20 e 40 anos. Na análise de Figueiroa isso representa uma renovação no quadro de associados. “O cineclube é formado, em sua maioria, por universitários com idade entre 20 e 25 anos. No Departamento de Filatelia também estamos assistindo o surgimento de novos integrantes e isso nos animou a preparar o primeiro curso de formação de filatelistas, que já foi batizado de “Aprenda a Colecionar Selos”.

Atualmente esses colecionadores tem faixa etária entre 30 e 35 anos. As aulas de Latim, Francês e Alemão também tem aproximado a juventude da entidade. Vivemos um momento bastante positivo”, garante.

A renovação do público não reflete na retirada de livros e utilização da biblioteca. “Isso acontece porque é necessário outro tratamento das escolas com relação aos livros. É fundamental que os professores recomendem leitura. É necessário que as escolas recomendem a leitura de livros em casa. A biblioteca do Centro Cultural é para a leitura e não pesquisa escolar, essa finalidade é suprida pela Biblioteca Municipal Emílio Peduti Porém temos farto material para atender pesquisadores acadêmicos”, ressalta.

O Centro Cultural de Botucatu funciona na Praça XV de Novembro, nº 30.