janeiro 12, 2010

Elvis não morreu

Ricardo Barros*

Se estivesse vivo, Elvis completaria 75 anos neste mês de janeiro. Ele marcou as gerações dos anos 50, 60 e 70 com suas músicas inovadoras e eletrizantes.

Estive em Tupelo, pequena cidade do Mississipi, em 2002 e visitei a casa onde Elvis nasceu. A residência, localizada no subúrbio da cidade, tem um quarto, uma sala e uma cozinha. Não dava para imaginar, naquela oportunidade da minha visita, que um dos maiores ícones da música popular mundial do século 20 teria nascido naquele lugar tão humilde e tão desprovido de recursos.

Elvis Aaron Presley nasceu em 8 de janeiro de 1935. Quando era jovem, assistia os cultos da Igreja Pentecostal em sua cidade e gostava bastante. Era aficcionado pelas músicas gospel que eram cantadas na Igreja. Quando jovem entrou em contato também com as músicas country e o blues, que eram ritmos típicos da sua região. Ainda na adolescência aprendeu a tocar violão e chegou a ganhar um concurso para talentos jovens na sua cidade. Apesar de gostar muito da música, Elvis teve de se dedicar a outra profissão para sobreviver: virou caminhoneiro.

Em 1953, enquanto gravava algumas músicas para o aniversário de sua mãe, chamou a atenção do produtor musical Sam Philips, proprietário da Sun Records, e no ano seguinte foi convidado a gravar suas primeiras canções. Naquele ano, duas de suas músicas - “Take” e “Blue Moon of Kentucky” - ganharam as paradas de sucesso no Tennessee e também no Mississipi. Em 17 de julho, Elvis fez seu primeiro show na cidade de Memphis. Em 1955 Elvis é contratado pelo selo RCA e no ano seguinte passa a fazer sucesso internacionalmente.

Entre 1958 e 1960, Elvis serviu o exército norte-americano numa base na então Alemanha Ocidental. Essa fase ajudou ainda mais a alimentar sua condição de ídolo pop norte-americano. Nos anos 1960, Elvis consagrou-se um dos maiores ídolos da música no mundo inteiro. Presley também participou de alguns filmes, sendo o primeiro deles “Love me Tender”, em 1956. Depois vieram outras películas que fizeram um estrondoso sucesso em todo globo.

O estilo do Rei do Rock and Roll era contagiante. Ele dançava e requebrava seu corpo tocando sua guitarra, sendo considerado um atentado aos bons costumes pelos mais conservadores.

Os anos 1970 marcaram a decadência do grande ídolo, embora seu sucesso continuasse em alta. Apesar de ficar boa parte do tempo recluso em sua mansão em Memphis, ele chegou a realizar uma grande quantidade de shows naquela época.

Elvis faleceu em 16 de agosto de 1977 de ataque cardíaco fulminante devido ao consumo exagerado de barbitúricos, em sua mansão chamada Graceland, em Memphis, no Tennessee. Ele é considerado por muitos o Rei do Rock and Roll e suas músicas ainda possuem grande espaço na programação das rádios de todo o mundo e nas prateleiras das lojas de CD de todo o planeta.

*Ricardo Barros é professor de História do Colégio Paulista, mestre em Educação pela Universidade de São Paulo, bacharel em História e licenciado em Pedagogia pela mesma universidade.