janeiro 11, 2010

Novo forno incinerador da Unesp de Botucatu está em construção

Está em construção no campus da Unesp, em Rubião Júnior, um novo  forno incinerador para a eliminação dos resíduos infectantes gerados principalmente pelo Hospital das Clínicas. O equipamento substituirá  o antigo dispositivo, que não atende aos padrões exigidos pelos órgãos fiscalizadores e será desativado.

A previsão é que a obra seja concluída ainda em 2010. Atualmente, é  feita a fundação do prédio. Os recursos serão destinados integralmente pela Reitoria da Unesp e  compreendem: R$ 906 mil para o barracão que abrigará o incinerador e R$ 654 mil para o novo equipamento. O incinerador terá capacidade para queimar 200 kg de lixo por hora e contará com duas câmaras de combustão, sendo uma funcionando a 800 ºC e outra a 1.200 ºC.


O material, após passar pelo processo inicial de combustão, é submetido a um  resfriamento brusco. De 900 ºC cai para 180 ºC. Segundo o engenheiro mecânico Felipe José Faria Bernardes, responsável por parte do projeto, esse procedimento praticamente anula a formação de substâncias tóxicas.
 Será reduzido em 90% o volume de lixo infectante.

Devido à legislação ambiental do Estado de São Paulo ser mais rigorosa que a federal, o incinerador terá uma parte de sua estrutura importada da Alemanha. Isso representará um tratamento de gases mais avançado.

Serão tratados resíduos tipos A, B e E. O primeiro oferece riscos  biológicos (seringas, bolsas de sangue, órgãos, tecidos, etc); o segundo representa riscos químicos (medicamentos vencidos, frascos contaminados e resíduos farmacêuticos em geral) e o tipo E são os materiais perfurocortantes (agulhas, bisturis, etc).

 De acordo com o engenheiro Bernardes, a principal vantagem do novo  forno incinerador será sentida pelos operadores e o meio ambiente. "O novo forno vai proporcionar condições mais adequadas de trabalho, um controle maior dos poluentes emitidos durante a incineração, sem atingir operadores ou o ambiente. Possuirá, ainda, dosadores automatizados de combustível", esclarece.  "Uma questão para se refletir é que vamos ter de contar com a colaboração de todos para uma segregação adequada do material. É preciso separar o que é infectante ou não", colocou.

A Unesp já possui uma licença prévia e trabalha para obter a de instalação do aparelho. Após a construção do galpão onde ficará o forno, será necessária uma permissão para que tenha início a operação.

Assessoria de Comunicação e Imprensa Da FMB/Unesp - Botucatu



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