janeiro 28, 2010

Pensar que já caçamos até Chupa-cabras

Limpando minhas velharias encontrei uma pasta estranha cheia de segredos.  Em seu interior estavam guardados recortes do período em que caçávamos chupa-cabras. Éramos uma equipe de jornalistas do Diário da Serra, no grupo Haroldo Amaral, eu (Renato Fernandes) e os fotógrafos Sidney Trovão e Marcelino Dias. Tínhamos até a figura do chargista Marcos Spernega, em atividade.

Tudo ocorreu em 1997, com a entrevista de um fazendeiro de Pardinho ao programa A Marreta, da Rádio Municipalista, após levar a notícia para toda Botucatu nas ondas do rádio, o proprietário de terras procurou o jornal, e coube a eu ouvir e escrever os primeiros relatos sobre o aparecimento do estranho ser que sugava o sangue de ovelhas.

No dia anterior a essa entrevista o homem havia assistido o popular Programa do Ratinho, na pauta do apresentador uma matéria sobre o famigerado ser que havia atacado uma granja chamou a atenção do fazendeiro, que percebeu similaridades com ao ataque a seu rebanho de ovelhas.

Em menos de uma hora lá estávamos nós, eu e o fotógrafo Sidney Trovão, na cidade de Pardinho entrevistando caseiros, fazendeiros e comerciantes, o assunto em toda a cidade era um só: “Estamos sendo atacados por chupa-cabras”.

A cada pessoa consultada, um nome era acrescentado à lista de cidadãos que haviam tido contato com a criatura. Procuramos todos eles, alguns gesticulavam enquanto falavam, outros comentavam sobre o barulho que os cães faziam durante o ataque, houve aquele que chegaram a ver óvnis na mesma data dos ataques e sentiram odores estranhos no ar.

Chegamos realmente a ver alguns animais sem uma gota de sangue no corpo, o que não significa que foram vítimas de criaturas não identificadas.

Numa tarde de 1997, ao chegar à redação um recado aguardava em minha mesa, era da revista UFO, pedindo informações sobre os ataques, reuni tudo o que o jornal havia publicado e enviei por fax. Os recortes que constam nesse post é exatamente o mesmo enviado à revista.

O mito em torno da criatura ganhou corpo. Crianças tinham medo de ir à escola e o encontro de um cadáver em área rural da cidade logo começou a ser associado à criatura. Havia chegado o momento de silenciar.

Digitalizei as páginas e charges que relembram a época em que caçávamos chupa-cabras e as disponibilizo para todos os interessados.

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