fevereiro 05, 2010

Bicicletas de bambu e maconha - um meio de transporte muito louco

O norte americano Craig Calfree vem construindo em sua oficina, na costa da Califórnia, bicicletas utilizando o bambu. O trabalho fez dele um conceituado designer de quadros de bicicleta e o transformou, no mestre zen dos fabricantes de 'bike'.

Apesar do material parecer inusitado, o bambu está sendo utilizado com frequência e já se tornou um segmento na construção de bicicletas. Essa geração de fabricantes que utilizam materiais ecológicos e reaproveitáveis tem garantido um meio de transporte ecológico, leve, fortes e confortáveis.

Outros profissionais que deixaram de lado a fibra de carbono e o alumínio são: o engenheiro eslovaco Brano Meres, e o ciclista profissional californiano Nick Frey.

Um dos maiores destaques fica com Nicolas Meyer, que se detaca com a teconologia no uso da fibra de maconha. Material que tem apresentado resultado significativo em provas de triatlo.

O mais experiente entre os fabricantes é o designer Calfee. Ele é considerado o mais experiente da nova geração de construtores. Conhecido há anos pelo trabalho de vanguarda no desenvolvimento de bicicletas de elite, e no uso da fibra de carbono. Modelos utilizados porm ciclistas como Greg LeMond, tricampeão da Volta da França, levam a sua marca.

tudo começou em meados dos anos 1990, queno o enegenheiro partiu em busca de novos materiais e ideias que atraísse a atenção dos visitantes de uma feira de bicicletas. O profissional buscava algo que fosse além da boa ideia sua intenção era atrair visitantes e hipnotizar o público.

A idéia quanto à utilização do inusitado material foi sugerida pelo seu cão. O animal de estimação brincava eufóricamente com um pedaço de bambu, quando o soltou, Calfee percebeu que ele estava praticamente intacto. DEscobriou alí um material incrível e percebeu que havia encontrado o que procurava. A feira teria naquele ano, uma bike com quadro feito de bambu.

O protótipo utilizou bambu californiano. O material tinha opouca flixibilidade mas cumpriu a missão de chamar atenção dos visitantes.

Sem desistir da ideia, Calfee passou a experimentar novas possibilidades com o bambu e encontrou desvantagens, o material rachava ao meio com facilidade.

Sem desisitir da intenção inicial e após muitas tentativas ele resolveu o problema defumando o bambu e temperando com calor. com o passar dos anos o método desenvolvido por Calfee foi aprimorado e atualmente, a planta passa por um processo que dura quatro meses antes que possa ser utilizada.

O designer também envolveu as fibras de maconha e de bambu com resina epóx, mesmo amterial que utilizou para unir os tubos de bambu.

Maais de cem modelos foram feitos antes de atingir a bicicleta ideal, um modelo em que poderia confiar. Um quadro que absorve as vibrações muito melhor do que o de fibra de carbono. "As bicicletas de bambu proporcionam um pedalar mais suave", afirma.

Outra vantagem é que a bicicleta tem resistência a impactos, é mais forte que a de fibra de carbono e menos sujeita a quebras. Os resultados foram confirmados depois que os quadros foram testados no laboratório de testes de bicicletas EFBe na Alemanha. Para quem acredita na economia oferecida pelo bambu chega uma decepção, um quadro de mountain bike custa aproximadamente US$ 2.700 (R$ 4.700).

Em direção às nações em desenvolvimento.

Mas você se engana se pensa que tais meios de transporte são exclusivos dos endinheirados californianos com consciência ambiental. Calfee achou uma área de atuação completamente nova para as suas bicicletas de bambu: a África.

"Em países em desenvolvimento, as bicicletas são muito importantes para o transporte de bens e para ir à escola ou ao mercado", ele diz. E a maior vantagem das bicicletas de bambu sobre as de aço é que a matéria-prima cresce bem ali.

Calfee fundou a Bomboosera, uma iniciativa apoiada, entre outros, pelo Instituto da Terra da Universidade de Columbia, que apoia o desenvolvimento sustentável em benefício dos pobres de todo o mundo.

O projeto quer ensinar os habitantes de países em desenvolvimento a fazer suas próprias bicicletas com o objetivo final de talvez abrir um negócio próprio.

Em fevereiro de 2008, Calfee ensinou o básico sobre a construção de quadros de bicicleta a três grupos em Gana. Agora há vários projetos em andamento no país. E outros estão sendo planejados, de Uganda e Libéria às Filipinas e Nova Zelândia.

E seus projetos mais recentes são ainda mais ambiciosos: um ônibus escolar em forma de bicicleta. A ideia é que as bicicletas tenham um adulto na direção e seis ou sete crianças a bordo - e todo mundo precisa pedalar.

A nova geração de fabricantes.

De volta aos Estados Unidos, Calfee tem Nick Frey, um engenheiro formado em Princenton e campeão de ciclismo, como concorrente.

Durante seus estudos, Frey passou dois anos desenvolvendo seus próprios quadros de bambu e montou uma empresa junto com quatro colegas de engenharia, a Boo Bicycles no Colorado, também especializada em fabricar bicicletas de bambu.

Outros países também estão começando a entrar em ação. A empresa dinamarquesa de design Biomega, que exibe uma "cultura corporativa responsável", faz lindas bicicletas de bambu e tem um projeto em andamento na Universidade Técnica de Berlim para desenvolver bicicletas similares chamadas Berlin Bamboo Bikes.

O projeto do engenheiro Nicolas Meyer está sediado em Osnabruck, no estado alemão da Baixa Saxônia. Meyer deu um passo adiante e criou uma das primeira bicicletas feitas de canabis.

Em 2008, ele fundou sua companhia, a Onyx Composites, especializada em pequenos projetos de construção e no uso de matérias-primas sustentável.

Mas como parte de seu trabalho mais criativo - e sua necessidade de ter novas bicicletas de triatlo - Meyer criou o protótipo de uma bicicleta feita principalmente de canabis e bambu.

Isso, e seus outros trabalhos, o fizeram ganhar o prêmio de "Melhor Novo Negócio de 2009" em Osnabruck em agosto do ano passado.

Protótipos de canabis com bambu da floricultura.

A mistura de matérias-primas que Meyer faz é particularmente interessante. Ele consegue a canabis em uma loja de maconha e o bambu vem da floricultura. "60% de maconha, 15% de bambu e o resto é carbono e alumínio", ele explica.

Para fazer a bicicleta, Meyer mergulha as fibras de canabis em uma resina térmica de epóxi e depois as enrola em torno de um quadro feito de poliestireno extrudido. E esses materiais explicam a aparência um pouco estranha do quadro.

"Se você quiser entender o quadro, imagine uma série de tiras da maconha", diz Meyer. As tiras suportam muito peso. Mas se curvam sob pressão. Para garantir que o suporte do selim, que é feito com dois tubos, não curve e perca a forma, há uma tira branca de três centímetros ao redor dos tubos.

E como os tubos que formam a bicicleta medem entre 3,5 e 10 centímetros de diâmetro, essa bicicleta é muito mais resistente do que qualquer modelo de fibra de carbono e até de bambu.

Quanto maiores os tubos, mais rígida a bicicleta. Mas isso não torna o quadro da bicicleta mais pesado. Ele ainda pesa cerca de 1,4 kg, aproximadamente o mesmo que um bom quadro de alumínio.

"Uma bicicleta de triatlo nunca é confortável", admite Meyer - mesmo que a bicicleta de maconha pareça muito mais confortável e alivie as vibrações muito melhor do que seu antigo quadro.

Mas, isso não parece um feito muito difícil de alcançar - sua antiga bicicleta tinha 30 anos e era feita de aço.

do Der Spiegel (Alemanha)

Da Rede Social Bambu - www.bamboo.ning.com

Confira abaixo uma galeria com modelos impressionantes de bicicletas feitas com Bambu

 

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

   

  

  
Vídeo mostra a confecção artesanatal de uma bicicleta muito louca