fevereiro 09, 2010

Morre o ícone sertanejo Pena Branca

Por Renato Fernandes
Fotos David Devidê

Um enfarte matou o cantor sertanejo Pena Branca. Ele faleceu no início da noite, de segunda-feira (9) no Hospital São Luiz Gonzaga, em São Paulo.

Pena Branca estava em casa com a esposa, quando sentiu fortes dores no peito. A companheira chamou os vizinhos para prestarem socorro. Foram eles que o levaram ao hospital.

O artista será sepultado em São Paulo, ao lado do irmão Pena Branca e da mãe.

José Ramiro Sobrinho, nome de nascimento do ícone sertanejo, estava com 70 anos e ficou famoso ao lado do parceiro Xavantinho, que faleceu em 1999. Com ele imortalizou sucessos como "O cio da terra", "Vaca Estrela e boi Fubá", "Cuitelinho", "Mulheres da terra", entre outras.

Em entrevista ao blog O Grito Notícias, o artista disse que ainda sentia a presença espiritual do irmão e parceiro em cada show. VEJA A ENTREVISTA AQUI

A dupla colecionou prêmios, em 1990, ganharam o Prêmio Sharp de melhor música (Casa de barro, de Xavantinho e Moniz) e melhor disco (Cantado do mundo afora). Em 1992, CDs Renato Teixeira e Pena Branca e Xavantinho – Ao vivo em Tatuí (Kuarup) recebeu o Prêmio Sharp de melhor disco e o Prêmio APCA. Gravaram, em 1993, "Violas e canções" (Velas), destacando-se "Viola quebrada" (Mário de Andrade).

ainda em 1993, os shows da dupla estenderam-se aos Estados Unidos. Lançaram ainda "Ribeirão encheu" (Velas), em 1995, com "Luar do sertão" (João Pernambuco e Catullo da Paixão Cearense), e "Pingo d'água" (Velas), em 1996, com "Tristeza do jeca" (Angelino de Oliveira) e "Flor do cafezal" (Luís Carlos Paraná).

Fica uma lacuna na música sertaneja. Pena Branca era um dos artistas que mantinha o gosto da terra e do homem rural em suas letras e canções. Dia de luto e período de tristeza.

Entrevista concedida por Pena Branca ao blog O Grito





Homenagem ao artista