fevereiro 24, 2010

Primeira doação de pulmão no HC/Unesp é realizada com sucesso

Hospital já havia realizado outra captação de grande complexidade em 2009, quando um coração foi devidamente preservado e retirado para transplante

O Hospital das Clínicas de Botucatu/Unesp realizou na madrugada de 21 de fevereiro, a primeira captação de pulmão da história da instituição. O órgão, retirado de uma mulher de 34 anos que teve morte encefálica, foi transplantado com sucesso por uma equipe do Incor (Instituto do Coração) em São Paulo.

Através de uma ação articulada e precisa entre as equipes da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital, os médicos que atestaram a morte encefálica, a OPO (Organização de Procura por Órgãos) e os profissionais que transplantariam o pulmão na Capital, foi possível obter alta qualidade no processo, o que beneficiou o receptor. O HC já havia realizado outra captação de grande complexidade em 2009, quando um coração foi devidamente preservado e retirado para transplante.

O cirurgião cardíaco e coordenador da OPO do HC, Dr. Guilherme Henrique Bianchi Coelho, conta que as equipes do hospital têm se aperfeiçoado nos últimos meses para que a sintonia com os profissionais que realizam transplantes de órgãos seja o mais perfeita possível. “A tendência é que os órgãos que captamos no HC sejam cada vez mais confiáveis e tenham grande aceitação. Isso se deve ao fato de nos preocuparmos em saber exatamente quais são as necessidades dos centros transplantadores e nos adequamos a elas. Temos um cuidado muito grande com a manutenção dos órgãos desde o momento em que ocorre a morte encefálica do doador até ele chegar ao receptor”, ressalta.

Conforme explica Dr. Guilherme os órgãos deterioram em pouco tempo quando retirados do doador, por isso a importância de agir rápido e com precisão desde o momento do diagnóstico de morte encefálica. Um fator que representa dificuldade para os transplantes de órgãos captados no HC é a distância com os centros que realizarão a cirurgia no receptor. Vários deles ficam em São Paulo e a distância é um agravante.

Após a morte encefálica de um possível doador, a Central de Transplantes é informada e tem início a busca por um receptor compatível. Enquanto isso, as equipes do Hospital das Clínicas de Botucatu/Unesp e do centro transplantador mantém contato e todas as informações necessárias são compartilhadas.

Um pulmão, por exemplo, precisa ser transplantado em até 10 horas para que seja reaproveitado em condições adequadas. Já o coração resiste por ainda menos tempo: apenas seis horas. Qualquer órgão precisa ser retirado do doador dentro de oito horas após sua morte encefálica. “A captação dos órgãos pode ser feita tanto por uma equipe do próprio HC como do centro que fará o transplante, pois é quem conhece as características do receptor”, observa o coordenador da OPO do HC.

Embora ainda não realize transplantes de pulmão e coração na própria unidade, esse procedimento dever ser implantado em breve. Em curto prazo devem voltar a ser realizadas cirurgias deste tipo com fígado e pâncreas. O HC tende, também, a ser um centro de referência na captação de órgãos com altas chances de serem aproveitados.

Assessoria de Comunicação e Imprensa da FMB e HC/Unesp