março 31, 2010

Marcas em canaviais intrigam ufólogos e moradores do interior de São Paulo

Estranhos fenômenos no interior de São Paulo vem sendo registrado em canaviais há mais de dois anos, e deixam a população e ufólogos alarmados, trata-se da formação de imensos desenhos geométrico em canaviais.


O fenômeno, ainda sem explicação, ocorre quando a cana amanhece misteriosamente tombada. Moradores de propriedades rurais próximas aos acontecimentos, geralmente relatam queda de energia, avistamento de estranhas luzes e animais alvoroçados nas noites quando ocorre o tombamento das plantações.

A última ocorrência que se tem registro ocorreu no dia 29 de março de 2010, na pequena cidade de Nova Aliança, localidade com aproximadamente 5 mil habitantes. Os sinais apareceram em um canavial localizado entre os perímetros rural e urbano. Os moradores encontraram duas explicações para o acontecimento, ovnis(Objeto Voador Não Identificado) ou redemoinho.

Segundo informações do site Diário Web (www.diarioweb.com.br), o tombamento atingiu uma área de 70 metros de diâmetro. Moradores informam que na noite dos acontecimentos ouviram insistentes latidos de cães.
Em Araraquara as marcas estão em vários pontos da plantação

O ufólogo Jorge Nery, chefe de pesquisa do Instituto de Astronomia e Pesquisa Especial, em Araçatuba, disse ao site que se trata de ovni . Já a meteorologista Naiane Araújo, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), defende que o tombamento da cana pode ter sido gerado por vento forte.

Essa não é a primeira vez que fenômenos dessa natureza são registrados em canaviais do país. Em 2008 uma sucessão de casos foram narrados nos primeiros meses do ano.

O caso mais notório aconteceu no dia 18 de fevereiro de 2008. Conforme noticiou o site www.araraquara.com.br as marcas surgiram da noite para o dia em duas áreas rurais, em Araraquara e também em Monte Azul Paulista, região de Ribeirão Preto.

Em entrevista a uma emissora de televisão, o caseiro Carlos Bezerra, primeiro a constatar o estranho fenômeno, disse que levava o filho para a escola quando percebeu os sinais, formados em  uma clareira de 25 metros de comprimento por 20 metros de largura.

A dona da chácara, Andréia Cristina Fernandes, relata que a plantação estava intacta quando foi se deitar e ao acordar as marcas já estavam no terreno. Seja o que for que provocou o fenômeno, não afetou nada ao redor. Na ocasião, os serviços de meteorologia indicaram apenas chuva leve, com ventos inferiores a 12 quilômetros por hora.
As canas aparecem sempre achatadas, nunca quebradas

A média da velocidade do vento registrada pelo Aeroporto de Araraquara era de máximas com cinco quilômetros, durante a madrugada. Coincidentemente, à noite, moradores de vários pontos do município testemunharam a incidência de luzes no céu, porém nenhum feixe as ligava a terra.

No mesmo ano, em 19 de janeiro a cidade de Riolândia, região de São José do Rio Preto, acordou assustada. Maurício Pereira da Silva, dono de uma pousada, ouviu barulho durante a noite, ele relata ter avistado um grande objeto sobre o canavial. Na manhã seguinte foi até o local e percebeu que a cana estava deitada, abrangendo uma área circular com 60 metros de diâmetro, em meio a nove hectares da plantação. A cana foi achatada no solo. Nenhum pé foi arrancado, ao redor do círculo o restante da plantação estava firme.

Em Monte Azul Paulista, também existe o relato de um lavrador que afirma ter avistado luzes que desciam do céu e no dia seguinte, também encontrou o canavial tombado. A área afetada tinha aproximadamente 20 metros.

Até o momento existem registros de tombamento de vastas áreas de canaviais em Nova Aliança, Riolândia, Araraquara, Gavião Peixoto, Monte Azul Paulista, Descalvado, Jaboticabal, Santo Antonio da Alegria, Rio Claro, Dois Córregos, Guareí e Ribeirão Preto. Nos locais, a cana aparece deitada, sem estar quebrada, em trechos com as mais variadas formas e sem qualquer sinal de que tenha sido queimada ou forçada.

Em Guareí, fenômeno semelhante foi relatado pelo blog "Jacutinga Notícias - Guareí", no dia 13 de abril de 2008, os sinais surgiram no Bairro Jacutinga, a 3,5 km da cidade, a 10 metros da rodovia em um canavial ao lado de uma plantação de eucalipto, atingindo uma área comparada a uma quadra de esportes.

Na mesma época, o blog "Conspiração Ufo" trouxe o relato de Márcio Mendes, colaborador da revista UFO, sobre incidente ocorrido na cidade de Dois Córregos. "A estrada dá acesso a diversas chácaras e sítios e é também passagem de caminhões de cana. Tendo rodado 4 ou 5 quilômetros, encontrei à minha esquerda, no canavial, extensa "falha", ladeando a estrada que começava um leve aclive. Do outro lado havia uma propriedade cercada com "cedrinhos" ou "cedrilhos". Não havia nenhuma forma de fotografar a extensão da cana tombada nesse local de forma a envolver toda sua extensão. A cana estava tombada em larguras que variavam de dois a três metros, por quase cem metros - dimensões estimadas e não medidas. A cana rala na beirada da estrada deixava ver facilmente a longa e estreita clareira, no sentido leste-oeste. O ideal seria fotografá-la do alto mas, confesso que, a meu ver, não vale o esforço. Meu palpite é de que se trate apenas ação do vento. O curioso aqui é que logo à frente a estrada é cortada por um dos corredores do canavial e a longa clareira troca de lado ! Logo após o término dos cedrinhos, continua o canavial e a clareira que estava à esquerda da estrada, continua - com falhas"
Em Dois Córregos as falhas estavam, ao lado da estrada

Registros de acontecimentos dessa natureza em Itápolis foram mostrados pela TV Tem, afiliada da Rede Globo de Televisão em 23 de fevereiro de 2008. A reportagem sobrevoou uma área às margens da SP-333, na rodovia Maurício Antunes Ferra, onde um canavial também havia amanhecido tombado.
A emissora esteve em duas propriedades rurais e sobrevoou ambas. A área afetada pelas formações possuía mais de dois alqueires, o equivalente há sete campos de futebol. Do alto foi avistado o formato de um grande quadrado.

 As plantas estavam tombadas na mesma direção. Em outra fazenda, existiam pequenas com formações irregulares e diferentes.

Alguns desses casos foram analisados pelo ufólogo Ari José Mallmann Homem, 50, estudioso do assunto há mais de 30 anos. Ele esteve em Marcondésia, distrito de Monte Azul Paulista, na ocasião dos fatos e afirmou que a área pode ter passado por um processo fotoquímico. "Não se pode afirmar nada ainda, é preciso separar o que é real do que é imaginação. Já tinha visto algo parecido em Cravinhos, há dez anos, mas lá foi um cafezal e houve várias testemunhas que viram um objeto luminoso que emitiu uma luz sobre o cafezal", disse na ocasião.
Em Guareí os sinais ocupavam uma vasta área

Para ele os casos não podem ter sido provocados por redemoinhos devido à uniformidade das formações. "Perceberia por onde ele andou dentro do canavial, outro ponto é que a cana é muito rígida, se você pisa, ela quebra, e pelo que vi, elas estavam entortadas, como se tivessem sido aquecidas e dobradas, é diferente de uma simples ação do vento", disse.

As maiorias dos casos ocorreram em um raio de 200 quilômetros de distância, tendo como centro a cidade de Ribeirão Preto. O que intriga a comunidade científica é que quase sempre existem relatos de luzes e objetos voadores iluminados não identificados, esféricos e com luzes brilhantes nas cores e vermelhas. Entretanto não existem filmagens.

Climatologistas e ufólogos não encontram relação entre os sinais e descartam a possibilidade de fenômeno atmosférico comuns ou a interferência humana. Na ocasião dos acontecimentos, a Defesa Civil do Estado atestou que não ocorreram registros de fenômenos naturais capazes de tais marcas sobre a cana. Não existem sinais de máquinas.

Especialistas em ufologia, agrônomos e meteorologistas estudam os casos tendo como base amostras de terra e cana.


Confira matérias referentes aos casos

Nova Aliança



Araraquara


Itápolis


Rio Preto



Rio Grande


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