março 30, 2010

Crianças Índigo: seres das estrelas com o poder da mudança

O movimento Nova Era e a ciência espiritual moderna passaram a classificar as crianças com intuição apurada, espontaneidade, resistência à moralidade (estrita e restritiva) e imaginação apurada como “Crianças Índigo”. Além disso, essas crianças possuem hipersensibilidade auditiva ou hipersensibilidade táctil.

O termo surgiu 1982 como resultado das pesquisas da parapsicóloga Nancy Ann Tappe, que elaborou um método para classificar os seres humanos de acordo com a cor da sua aura espiritual. No processo, ela constatou que algumas crianças apresentaram as cores anil ou azuis, refletindo espiritualidade mais desenvolvida que o padrão e interferindo em sua personalidade e interesses.

Após descobrir o padrão pesquisadores chegaram à conclusão de que boa parte destas crianças era tida como hiperativas, com diagnóstico de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Algumas delas possuíam dons paranormais.

Uma das explicações para o déficit de atenção ocorre porque os dois hemisférios cerebrais são mais dotados e inter conectados, gerando na escola, um confronto com as estruturas educativas tradicionais que se baseiam no trabalho exclusivo com um dos dois hemisférios. O hemisfério esquerdo é o mental, lógico, racional, científico, o direito é o intuitivo, artístico, espacial.

Para Tappe, o título índigo aponta para o padrão de energia do comportamento humano e já está presente em mais de 95% das crianças nascidas nos últimos 10 anos, de forma global e irão substituir todas as outras cores.

Ela aponta que: “Os índigos são fáceis de se reconhecer pelos olhos incomum ente grandes e claros. Extremamente brilhantes e precoces, com uma memória surpreendente e um forte desejo de viver por instinto, essas crianças do próximo milênio são almas sensíveis e privilegiadas, com uma consciência evoluída, que vieram para ajudar a mudar as vibrações de nossas vidas e criar uma única terra, um único globo e uma única espécie. É nossa ponte para o futuro”.

A mudança – Essas crianças poderão reduzir o distanciamento entre o pensar e o agir, garantindo a sintonia entre as duas ações. Essa característica tornará o ser humano mais verdadeiro, autêntico e transparente.

Outra mudança de foco é com relação ao “EU” e ao “Próximo”, reduzindo o egoísmo, inveja e exclusões, e trazendo como efeito colateral a solidariedade e a partilha. As mudanças comportamentais serão fruto de questionamentos e transformação das entidades rígidas que rodeiam as crianças.

Espiritismo – O tema é discutido pelo espiritismo e teve como ponto forte o médium e orador espírita Divaldo Franco, que teve uma palestras transcrita transformada em livro bilíngüe pela neurocientista brasileira Vanessa Anseloni.

Para os espíritas, essas crianças são espíritos exilados de outros mundos que foram encaminhadas para mundos inferiores, como a Terra, para auxiliar sua evolução.

Também existem grupos contrários ao tema defendendo que as obras “A Caminho da Luz” e “A Gênese” não abordam e não fazem referências às características físicas e psicológicas que costumam ser atribuídas a elas.

O médium e palestrante defende que espíritos de alta estirpe (Crianças Índigo) estão migrando para a Terra, a fim de prepararem o mundo de regeneração. Ele cita que esses espíritos estão chegando da estrela Alcione, da constelação das Plêiades

Para os pesquisadores é muito difícil haver uma civilização mais evoluída no sistema solar de uma estrela Plêiade como Alcione, conforme afirma Divaldo, e acrescentam que elas possuem cerca de 100 milhões de anos, enquanto que a Terra demorou quase um bilhão de anos apenas para esfriar e aparecerem os primeiros organismos unicelulares.

Divaldo Franco não reconhece influência mediúnica em suas elaborações sobre o tema. Por se tratar de um palestrante que também se notabilizou como médium, esse fato pode servir como fonte de descrédito, diante de certos setores espíritas, para as idéias que defende sobre crianças índigo.


Seres das Estrelas - O tema também foi abordado por Celso JS Nogueira, em junho de 2004, em uma palestra, onde é reforçado o ângulo de “seres fantásticos que estão chegando à Terra”.

Nogueira defende a mesma tese dos astrônomos Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Comas Sola, Edmund Halley, de que o sistema solar gira em torno de Alcione, a estrela central da constelação das Plêiades.

“Nosso Sol é, portanto a oitava estrela da constelação e leva 26 mil anos para completar uma órbita ao redor de Alcione”, cita.

Alcione é rodeada pelo cinturão de fótons. Um fóton consiste na divisão do elétron, e representa a menor partícula de energia eletromagnética. “A cada dez mil anos o Sistema Solar penetra por dois mil anos nesse anel de fótons, ficando mais próximo de Alcione. A última vez que a Terra passou por ele foi durante a Era de Leão, há cerca de doze mil anos”, cita.

Na palestra foi colocado que na Era de Aquário, o planeta permanecerá dois mil anos sob influência do anel de radiação e dos fótons, interferindo e transformando as moléculas e átomos da Terra. Provocando uma readaptação a novos parâmetros.

A entrada do sistema solar nesse cinturão teve início em 1972, a Terra iniciou o seu acesso em 1987 e em 2012 estará totalmente imersa em sua luz.

“O véu do esquecimento que envolve o nosso planeta cairá de tal modo que os primeiros Semeadores de Vida na Terra, vindos de outros sistemas, reaparecerão nos auxiliando a firmar uma nova civilização e a incorporar uma nova realidade. Meus irmãos... é aqui que entram as Crianças Índigo!”, garante. “Essas crianças fascinantes... fantásticas... fabulosas... que é o próximo passo na nossa evolução como espécie humana” completa o palestrante.

Nogueira classifica as crianças índigo como espetaculares e reforçam que elas estão chegando para auxiliar na “transformação social, educacional, familiar e espiritual de todo o planeta, independente de fronteiras e de classes sociais”.

Ele explica que essas crianças são catalisadores e desencadearão as reações necessárias para a transformação. “Elas possuem uma estrutura cerebral diferente no tocante ao uso da potencialidade dos hemisférios esquerdo, menos desenvolvido, e direito, mais desenvolvido”, cita na palestra.

De acordo com os dados apresentados pelo palestrante as crianças índigo estão além do plano intelectual, exigindo do ambiente à sua volta características que não são comuns nas sociedades atuais. “Elas vão agir, aliás, já estão agindo, através do questionamento e transformação de todas as instituições rígidas que as circundam, começando pela família”, coloca. “Estamos vendo uma geração de Mestres vindo para o nosso planeta, essas crianças fantásticas também chamadas de “Crianças das Estrelas”. Elas são a nossa esperança para o futuro, elas são a nossa esperança para o presente”, acrescenta.

Nogueira vai além e sugere que: “O passo mais importante para entender e se comunicar com essas crianças é mudar a nossa forma de pensar a respeito delas, derrubando os nossos paradigmas para honrar os pequeninos como presentes ao invés de problemas. Assim abriremos as portas para perceber a grande sabedoria que elas trazem. Os pequeninos honrarão essa intenção, e um caminho para o entendimento aparecerá”.

Os Quatro tipos de índigo
Apesar de semelhantes, as crianças índigo são classificadas entre 4 tipos:

Humanista: Vai trabalhar com as massas. Serão doutores, advogados, professores, vendedores, executivos e políticos. São extremamente sociais. Fazem amizade com facilidade. Sob o ponto de vista motor e hiperativo, são consideradas desastradas e às vezes esquecem-se dos limites. Não sabem brincar com apenas um brinquedo, levam tudo para fora e espalham e muitas vezes nem mesmo tocam na maioria deles. São do tipo que têm que ser permanentemente lembrados, pois frequentemente se esquecem das ordens simples e se distraem.

Conceitual: Voltadas mais para projetos do que para as pessoas. Serão os futuros engenheiros, arquitetos, projetistas, astronautas, pilotos e oficiais militares. Não são desajeitados, ao contrário, são atléticos como crianças. Possuem ar de controle e, na maioria das vezes, tentam controlar a mãe. As meninas tentam controlar os pais. Também têm tendências negativas, como as drogas na puberdade. Os pais precisam observar o padrão de comportamento.


Artista: São sensíveis e frequentemente de baixa estatura. São fortemente ligados às artes e apresentam muita criatividade. Tem vocação para se tornarem professores e artistas. Sempre estará em evidência o lado criativo, independente do trabalho ou atividade que venha exercer.

Interdimensional: Maiores que os demais Índigos, do ponto de vista de estatura. Entre 1 e 2 anos de idade você não pode dizer nada para eles. Eles dizem: "Eu já sei. Eu posso fazer isso. Deixe-me sozinho". Trarão novas filosofias e espiritualidade ao mundo. Podem ser mais valentões devido à estatura e por não se encaixarem no padrão dos demais tipos.

Padrões de comportamento
• Elas vêm ao mundo com um sentimento de realeza e freqüentemente agem desta forma.
• Elas têm um sentimento de "desejar estar aqui" e ficam surpresas quando os outros não compartilham isso.
• Auto-valorização não é uma grande característica. Elas freqüentemente contam aos pais quem elas são.
• Elas têm dificuldades com autoridade absoluta sem explicações e escolha.
• Elas simplesmente não farão certas coisas; por exemplo, esperarem quietas é difícil para elas.
• Elas se tornam frustradas com sistemas ritualmente orientados e que não necessitam de pensamento criativo.
• Elas freqüentemente encontram uma melhor maneira de fazer as coisas, tanto em casa como na escola, o que as fazem parecer como questionadores de sistema (inconformistas com qualquer sistema).
• Elas parecem anti-sociais a menos que estejam com outras do mesmo tipo. Se não existem outras crianças com o nível de consciência semelhante em volta, elas freqüentemente se tornam introvertidas, sentindo-se como se ninguém as entendesse. A escola é freqüentemente difícil para elas do ponto de vista social.
• Elas não responderão à pressão por culpa do tipo: "Espere até seu pai chegar e descobrir o que você fez".
• Elas não são tímidas em fazer você perceber o que elas precisam.
• Tem alta sensibilidade
• Energia em excesso.
• Distrai-se facilmente ou tem baixo poder de concentração
• Requer emocionalmente estabilidade e segurança de adultos em volta dela
• Resiste à autoridade se não for democraticamente orientada
• Possui maneiras preferenciais no aprendizado, particularmente na leitura e matemática.
• Podem se tornar frustrados facilmente porque têm grandes idéias, mas uma falta de recursos ou pessoas para assistirem pode comprometer o objetivo final
• Aprendem através do nível de explicação, resistindo à memorização mecânica ou serem simplesmente ouvintes.
• Não conseguem ficar quietas ou sentadas, a menos que estejam envolvidas em alguma coisa do seu interesse
• São muito compassivas; têm muitos medos tais como a morte e a perda dos amados
• Se elas experimentarem muito cedo decepção ou falha pode desistir e desenvolver um bloqueio permanente.

O medicamento - Em 2005, O jornal O Estado de São Paulo em sua edição de 2 de outubro denunciou o uso da droga “Ritalina” (metilfenidato), para conter a agitação dessas crianças, com a matéria “Desafio: controlar a droga antiagitação” a reportagem, ouviu a psicanalista e professora da USP (Universidade de São Paulo) Kátia Forli Bautheney.

A Administração Federal de Regulamentação de Drogas (FDA) coloca o Metilfedinato na mesma classe de drogas que a morfina e outros com aplicação médica legítima ocupam, mas com um alto potencial abusivo.

A constatação de efeitos colaterais a largo prazo proibiu a medicação pediátrica, surgindo dilemas éticos e legais em relação à utilização de crianças como sujeitos de prova. A Administração Federal de Alimentos e Drogas etiquetou na Ritalina a seguinte advertência: “não há ainda disponíveis, suficientes dados acerca da segurança e eficácia da utilização, a largo prazo, da Ritalina em crianças”.

Acredita-se que pelo menos 70% dessas crianças não precisariam tomar o remédio, já que muitas dessas crianças, diagnosticadas como portadoras do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) são na verdade crianças índigo, seres diferentes, cujo comportamento não se enquadra nos padrões conhecidos.

Informações da Universidade da Califórnia em Berkeley ressaltam que, os jovens que tiveram Transtorno de Deficit de Atenção na infância e foram tratadas com o medicamento entraram na idade adulta e passaram a abusar do tabaco, cocaína e outros estimulantes.

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