março 24, 2010

Echelon: o sistema que espiona todas as comunicações do mundo


Podemos estar enganados ao acreditar que nossas comunicações via e-mail, telefone, ou qualquer outro meio eletrônico são confidenciais diante da existência do Programa Echelon, projeto com base em vários países, entre eles os Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que tem como princípio básico a espionagem em larga escala.

O sistema é encabeçado pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos e, segundo estudiosos, serve para interceptar mensagens provindas da internet, fax, telemóvel, dentre outros meios eletrônicos.

Os mecanismos analisam as mensagens e filtram aquelas que podem representar risco para a segurança mundial. As informações, inclusive, servem para a espionagem industrial.

Para realizar essa tarefa o sistema se aproveita de aproximadamente 120 satélites vortex, capazes de decifrar cerca de dois milhões de mensagens por hora. A filtragem toma como base palavras chaves que possam comprometer a segurança, entre essas palavras constam: Bin Laden, Greenpeace,Al-qaeda, Terrorismo, tráfico, guerrilha, IRaque, China, dentre outras.

O que torna o Echelon tão poderoso é a forma como realiza a interconexão de todos os sistemas de escuta, unindo fragmentos de sua triagem pelos serviços de espionagem dos países envolvidos com instrumentos de inteligência artificial.


Defensores de teorias de conspiração defendem que até mesmo os cabos de submarinos e da lnternet, são constantemente monitorados.

Engana-se quem acredita que pode trabalhar com criptografia para burlar o sistema, a inteligência artificial foi desenvovilda para quebrar chaves e analisar também códigos e cifras.

Está incluso cifras-chave. 5.535 representa as comunicações diplomáticas japonesas; 8.182 indica a troca de tecnologias criptográficas. Os documentos resultantes das pesquisas recebem símbolos distintivos: Moray (secreto), Spoke (ul¬tra-secreto), Gamma (interceptação de comunicações rus¬sas, mesmo no pós-Guerra Fria).

De forma totalmente ilegal, a NSA utilizou a rede Echelon para espionar todos os movimentos do Greenpeace por ocasião dos protestos contra os ensaios nucleares franceses, no Atol de Mururoa, no Pacífico Sul.

O Brasil já sofreu intervenções, que apontam a presença do Echelon como responsável, segundo adeptos de teorias conspiratórias, o governo norte-americano interceptou as negociações entre o presidente Fernando Henrique Cardoso, no primeiro mandato, e a empresa francesa Thomson, para a compra dos equipamentos de vigilância da Amazônia, através do Sivam. de posse dos dados, a Casa Branca e o complexo industrial estadunidense conseguiram derrubar Thomson e, finalmente, a empresa norte-americana Raytheon acabou ganhando a concorrência internacional.


As comunicações provenientes dos países e cidadãos latino-americanos são processadas nas estações de Sabana Seca, em Porto Rico, Leitrim no Canadá e Sugar Grove, West Virginia, EUA.

O Brasil não é o único exemplo de uso indiscriminado e para fins comerciais, em 1994, nas negociações que ficaram conhecidas como Airbus versus Boeing, onde estava em jogo um contrato de 6 milhões de dólares com a Arábia Saudita, foi revelado suborno do consórcio europeu Airbus. O método utilizado, para essa descoberta foi a escuta de faxes e telefonemas entre o consórcio europeu Airbus, a companhia aérea e o Governo sauditas utilizando satélites de comunicações.

Outro exemplo do poder desse sistema foi na morte do dirigente militar do Jihad Islâmico, Iyad Hardan, 30 anos, em 2001, ele foi localizado no norte da Cisjordânia e morto por uma explosão quando utilizava um telefone público. Outro palestino, Yahya Ayyash, do Hamas, teve o mesmo fim. Seu telefone celular explodiu quando fazia uma ligação.

Para por fim à espionagem em larga escala, a Electronic Frontier Foundation, uma entidade ligada à defesa das liberdades no mundo digital, iniciou uma ação judicial contra a operadora de telefonia estado-unidense AT&T devido a uma suposta colaboração com o Echelon, no final de Janeiro de 2006.

Segundo consta em dados oficiais do Governo Norte Americano, as atividades da Echelon tiveram início nos anos 80, tendo como embrião o Pacto Ukusa, firmado em 1948, entre Grã-Bretanha e EUA, no início da Guerra Fria.


O Pacto resultou, na década de 1970, na instalação de estações de rastreamento de mensagens de satélites das redes Intelsat (International Telecommunica¬tions Satellite Organisation) e Inmarsat. Agregando outros satélites de observação que foram enviados ao espaço para a escuta de ondas de rádio, celulares e registro de mensagens de correios eletrônicos.

A sede central do sistema funciona em Fort Meade, mas as bases se estendem para Yakima (200 quilômetros a sudoeste de Seattle) e Sugar Grove (250 quilômetros a sudoeste de Washington). Fora dos Estados Unidos, opera no Canadá, em Morwenstow (Cornualha britânica), Waihopai (Nova Zelândia) e Geraldton, no Oeste da Austrália. O que justifica o nome de "rede de espionagem dos anglo-saxões".



Em novembro de 1997, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea norte-americana General Ronald R. Fogleman palestrou na Câmara de Representantes, em Washington e afirmou. “No primei¬ro trimestre do próximo século, seremos capazes de locali¬zar, seguir e mirar — praticamente em tempo real — qual¬quer alvo importante em movimento, na superfície da Ter¬ra".

As agências de inteligência governamentais são proibidas de espiar os seus próprios cidadãos, para contornar esse problema, teóricos da conspiração sugerem que as instalações no Reino Unido monitoram cidadãos americanos e as dos EUA os cidadãos Europeus. Depois procedem a troca da informação.

As atividades vieram à tona, através de um relatório do Parlamento Europeu afirmando que o "Echelon é um sistema global de vigilância, que se espalha por todo o mundo e tem como alvo todos os principais satélites Intelsat usados para a maioria das comunicações mundiais com telefones, Internet, e-mail e faxes, que são rotineiramente interceptados, garantindo que o Echelon foi concebido para espionar governos, organizações e empresas em todos os países do mundo".

Na ocasião, o Ministério da Defesa da França denunciou que agentes da NSA ajudaram a instalar chips de espionagem em programas da Microsoft, concedendo controle das comunicações na Internet e a transformação dos computadores mundiais, em linha auxiliar do governo dos Estados Unidos. A Microsoft contou com o apoio da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, desde a sua fundação, inclusive com recursos financeiro. A agência também obrigou a IBM a aceitar o sistema operativo MS-DOS para operar com a administração norte-americana.

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