março 05, 2010

Francisco Marins participou de homenagem a José Mindlin

A Academia Paulista de Letras realizou na quinta-feira (04/03/2010) sessão de saudade em homenagem ao acadêmico e bibliófilo, José Mindlin que pertenceu à Cadeira nº 30, por 11 anos e faleceu no dia 28 de fevereiro.
Durante a solenidade, o escritor botucatuense  e Presidente Emérito da Academia, Francisco Marins, falou sobre o amigo, e recordou a visita feita por ele a Botucatu, em março de 2006. “Dessa visita existe um precioso DVD, que faz parte do acervo de ‘Tempo e Memória’”, diz Marins. “No Convivium Espaço Cultural – Mindlin, comeu pamonha e bebeu do ‘café amarelo’”, relembra o escritor.

Mindlin tinha 95 anos, e faleceu no hospital Albert Einstein (zona sul de São Paulo), onde permaneceu internado por aproximadamente um mês. A morte teve como causa a falência múltipla de órgãos. O intelectual  foi sepultado ao lado da mulher, Guita Mindlin, no Cemitério Israelita de São Paulo, na Vila Mariana (zona sul de São Paulo). 
 Marins, João Figueiroa e Mindlin durante visita à Botucatu

Marins lamenta a morte do amigo, que classifica como uma enorme perda para o Brasil. “O trabalho que ele desenvolveu é referência. Apaixonado pelos livros, corria o Brasil e o exterior para encontrar os originais que faltavam em sua coleção. A biblioteca que ele e sua esposa Guita mantiveram, conta com verdadeiras preciosidades, como a primeira edição do livro Os trabalhos de Petrarca, de 1488; originais acrescidos de anotações, dos autores, de Olhai os Lírios do Campo (Érico Veríssimo)
e Grandes Sertões e Veredas (Guimarães Rosa)”, diz Marins.

Em seu pronucniamento, na tarde de hoje, Marins traçará paralelos referentes ao trabalho do escrito, destacará os esforços que ele empreendeu para conseguir os originais do clássico “O Guarani”, citando passagens da visita que Mindlin fez a Botucatu.

Por Renato Fernandes