abril 13, 2010

Gráfico do jornal do Centenário de Botucatu se emociona ao falar sobre a publicação

Um senhor de voz mansa e memória fotográfica. Assim pode ser descrito o gráfico Antônio Lopes, 80, profissional que em 1955, foi o responsável pela impressão edição nº 217 do Jornal de Botucatu, da edição que foi batizada de “Jornal do Centenário”, e que trouxe a manchete “1855-14 de abril - 1955”. “Foram 15 dias de trabalho intenso, passei noites em claro pensando na publicação, mas o resultado foi excepcional”, descreve.
Na época, o periódico circulava em quatro páginas e a edição do centenário deu um salto para 10 páginas. Além disso, outros desafios se somaram à tarefa, como a publicação do Brasão de Botucatu em cores e uma marca D’água de página inteira, em azul, na página 7. “Era um esforço enorme para colocar uma foto preto e branco, imagine uma capa colorida, foi necessário um encaixe perfeito”, relembra.

Para conseguir atingir as expectativas do editor e proprietário, Sebastião de Almeida Pinto, Lopes contou com a parceria dos tipógrafos Paulo e Wilson Martins, Ettore Babere e Antônio Sobrinho. “Dessa turma, apenas o Wilson ainda está vivo. Ele mora em São Paulo atualmente”, diz.

Lopes considera essa edição do “Jornal de Botucatu”. como o principal trabalho de sua carreira. “Esse foi especial, foram mil exemplares, aos quais tenho muito orgulho. Uma inovação para a imprensa de Botucatu”, relata.

Lopes explica que o exemplar apresentado à reportagem faz parte de uma coleção particular, guardada com muito carinho em uma caixa. “As coisas especiais e trabalhos que realmente valem a pena eu mantenho comigo durante a vida. Tenho um carinho muito especial por essa publicação, ela foi de extrema importância para a Cidade na época. Tenho junto a esse exemplar, publicações com resultados de eleições e momentos políticos significativos”, ressalta.

O Gráfico fala com emoção sobre o prazer que sente em poder acompanhar as comemorações dos 155 anos da Cidade. “É indescritível, poder dizer que faço parte dessa história. Parabéns Botucatu”, finaliza.
Por Renato Fernandes