junho 02, 2010

Botucatu cria sua Liga das Escolas Samba

P ara quem achou que o Carnaval de 2010 já apresentou mudanças significativas, a próxima “Folia de Momo” promete desenvolvimento ainda maior, é o que garante o presidente da recém constituída Liga das Escolas de Samba de Botucatu, Paulo Marcelo Sanches Garcia, conhecido nos meios carnavalescos como Vavá.

A entidade congrega cinco escolas de samba (Unidos da Demétria, Estopim da Fiel, Ferroviária, Gente Unida da Vila Maria e Águia Imperial) e onze blocos (Mundo da Fantasia, Amigos da Vila Pinheiro, Vai quem Quer, Imprensa, Combinados do Santa Elisa, Pérola, Rabo de Galo, Kata Loko, Unidos da Mina, Timelo e Se Vira nos 30).

A eleição aconteceu na noite de terça-feira (18), durante reunião realizada na sede provisória da entidade, Rua General Telles, nº 653. “Nossa vontade é conquistar recursos dos governos Municipal, Estado e Federal, para isso é necessário um trabalho sólido, preparação e projetos condizentes”, diz Vavá.

Vavá e Priscila Ribas falaram sobre os rumos do Carnaval
O próximo passo da Liga é a sua legalização, processo que de acordo com Vavá segue em ritmo bastante acelerado. “Já fizemos o registro da primeira ata e, no momento, estamos elaborando o estatuto, que deverá ser finalizado na segunda-feira (24)”.

Um dos pontos defendidos pelo presidente é a transferência da folia das áreas centrais de Botucatu. “Temos que repensar isso tudo. Em minha opinião os desfiles ganhariam qualidade se acontecessem na região onde fica o Ginásio Municipal de esportes, as ruas são retas, temos amplo espaço nas laterais facilitando arquibancadas, áreas para recuos e facilidades para a concentração e dispersão dos grupos. Essa é uma idéia minha que apresentarei em reunião”, coloca.

A partir da oficialização da entidade, a organização dos desfiles carnavalescos passam a receber um novo tratamento e a realização do evento é assumida, em sua maior parte, pela Liga.

“Após a sua plena constituição, a entidade apresentará um projeto para a Prefeitura. A administração só pode firmar parcerias se a proposta tiver uma linha de utilidade pública, portanto, o foco não deve ser apenas o Carnaval, é necessária uma abertura para o social, como aulas, oficinas e workshop que tenham como foco a comunidade carente”, colocaa secretária adjunta de Turismo, Priscila Ribas.

Para garantir receita suficiente para a promoção de um carnaval de qualidade a entidade estuda que garantam contribuições igualitárias sem onerar os associados. “Teremos barracas em algumas festas sob a responsabilidade da Liga, cujo lucro será dividido entre as escolas associadas. Além disso, a sugestão é que as escolas destinem uma porcentagem, cerca de 5%, quando realizarem eventos individuais em seus barracões ou bairros”, sugere Vavá.

Ribas esclarece que a constituição da Liga não representa a ausência da Prefeitura Municipal de Botucatu na realização do evento. “Vamos trabalhar juntos. A entidade facilitará repasses de verbas e a conquista de convênios em outras esferas, é uma forma de melhorar o Carnaval de Botucatu, resgatando a tradição das escolas de samba no Município”.

Para Vavá a Liga contribuirá diretamente para o fortalecimento do Carnaval. “De 1996 para cá, assistimos muitas escolas virarem blocos e agora voltam a ser escolas. Esperamos que os blocos que estão surgindo se tornem escolas”.