junho 24, 2010

O Ctrl+C como substituto da criatividade

Escrevo desde que me conheço como gente. Agora, idéias criativas, que realmente merecem estar no papel ou na tela do computador não aparecem com facilidade. Procuro ter, ao menos, uma boa idéia por dia, ao menos, penso sobre ela, e esse pensamento se concretiza em forma de texto após algum tempo, às vezes semanas.

A postagem que o leitor encontra hoje no blog foi fruto de pesquisa, estudo e tempo, antes de ganhar a blogosfera.

Horas após finalizar a postagem decido pesquisar sobre o tema que escrevi, em busca de outras opiniões e abordagens. Quase sempre percebo que não fui o único a tratar o tema, outros também pensaram, refletiram, escreveram e postaram, que bom que temos mentes criativas em ação elaborando textos diferentes sobre assuntos iguais.

Como o mundo é livre para as manifestações vou reforçar os meus argumentos e ler o que o próximo escreveu a respeito. A grande surpresa é que, quase sempre não escreveu, copiou.

Grifou o texto, como se invadisse uma residência; clicou o Ctrl+C, como se estivesse enchendo caixas e sacolas com objetos de valor; colou todo o conteúdo em seu próprio blog, ou seja, repassou mercadorias roubadas a um receptador. Ainda, de lambuja deixou lá um link para o conteúdo original, uma maneira de tirar sarro do autor original da idéia.
Do momento em que a idéia começa a ser redigida, até a sua postagem e divulgação do link em redes sociais, gasto mais de quatro horas. É um trabalho árduo, mas faz parte de um hobby que começou de maneira despretensiosa em 2003. Quando descobri os blogs.

Como jornalista e escritor compulsivo, decidi me aventurar nesse espaço. Enquanto não guardava pretensões de ter milhares de acessos, rentabilidade ou projeção, e trabalhava o blog apenas como um arquivo das matérias publicadas no jornal impresso onde trabalho, o Diário da Serra, não tinha problemas. Em 2008 decidi tornar o hobby algo mais sério, e no primeiro ano isso foi muito bacana, conheci pessoas interessantes, blogs de qualidade, autores ótimos.
Mas nos últimos meses percebo um câncer se proliferar nesse universo, o plágio, não venha tentar me convencer que um link ao conteúdo original deve contentar o autor, descaracterizando o furto de conteúdo. Para mim, isso não representa nada além de piada, uma maneira de tirar “onda” com a pessoa que teve a idéia.

O mais interessante, é que o blog “O Grito Notícias”, não trabalha com idéias super originais, geralmente são abordagens diferentes de temas comuns. Sinto pena desses plagiadores, sinônimo de um Brasil com educação precária.

Quando escrevo sobre esse tema sempre aparecem aqueles que dizem:

“Me sinto um ladrão”

- Sim, se você copia conteúdo de outros e cola em seu blog ou site sem dar os devidos créditos (Entenda crédito como – a maneira que agrada o autor original) você é um ladrão.

“Gostei do material e só queria divulgar”

- Você está fazendo isso errado e essa divulgação eu dispenso. Faça uma análise do que leu pesquise mais um pouco e escreva sobre o tema também. Não sou dono das informações, mas sim da forma como estão dispostas.

“Você está na internet e ela é colaborativa”

- Sim, a internet é colaborativa, mas seu conteúdo não é público. Ou seja, tudo o que você encontra na rede tem um autor e deve ser respeitado. A colaboração se demonstra na discussão dos temas em forma de comentários e propagação das idéias em redes sociais e também, na possibilidade de recriação das pautas em novas abordagens.

"Seu blog também tem conteúdo de outros autores"
- Sou jornaolista, e como jornalista divulgo muito material de assessoria de imprensa. Tenham certeza de uma coisa, nesses caos as ublicações são autorizadas e recebem o crédito de forma que agrada ao autor.

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