julho 13, 2010

Assassinos por controle remoto. Humanos pré-programados

É possível a existência de assassinos controlados remotamente?  Processos de lavagem cerebral e sugestionamento podem levar uma pessoa a cometer assassinato? Para alguns pesquisadores a existência de assassinos por controle remoto é real, e estão entre nós, prontos para entrarem em ação.

Os primeiros assassinos criados para agirem diante de sugestionamento, ou gatilhos, surgiram no período das cruzadas (1095 / 1270), com a seita Sabbath (Velho da Montanha), no Irã, antiga Pérsia.

O grupo de fanáticos era comandado por Hassan I Sabbah, que transformava seus seguidores em assassinos utilizando técnicas de alienação mental na Montanha Alamut. As práticas de Hassan I deram origem ao que hoje conhecemos como Homens Bomba. SAIBA MAIS.

Segundo conspirólogos programas militares também foram criados para desenvolverem tecnologias que possibilitassem a criação de uma geração de assassinos por controle remoto. Entre esses programas está o famoso MK Ultra (1953), criado pela CIA (Agência de Informações dos EUA). Segundo relatos, ele aprimorou as técnicas de Hassan I Sabbah adicionando elementos atuais, como a hipnose e a droga LSD.

Uma característica comum em quase todos os acusados de serem assassinos por controle remoto e a ausência de recordações dos momentos das ações, e das horas que a precederam. Essas pessoas simplesmente não se lembram dos atos que cometeram.

Para cometer os crimes, os assassinos precisam ser motivados por gatilhos, que podem ser livros, palavras, filmes, ou qualquer outro artifício que estimule a mente.  Conspirólogos apontam como um possível gatilho o livro “O Apanhador do campo de Centeio”, de J. D. Sallinger.

A obra é citada por Mark Chapman, assassino de John Lennon como inspiração para o crime. Ele foi capturado lendo o livro tranquilamente. John Hinckley Jr, autor da tentativa de assassinato do presidente americano Ronald Regan, tinha um exemplar da obra em sua residência.

Teorias em torno desse programa governamental apontam o surgimento de assassinos conhecidos, como o serial killer Charles Manson, fundador e mentor intelectual e líder de um grupo que cometeu uma série de assassinatos durante a década de 1960. No currículo de ações assassinas consta a morte da atriz Sharon Tate, esposa do diretor de cinema Roman Polanski.

O assassino pretendia iniciar uma guerra intitulada "Helter Skelter", mesmo nome de uma conhecida música dos “Beatles”. Essa guerra seria entre negros e brancos, onde os negros acabariam por vencer.

A pretensão do assassino era fazer com que os negros levassem a culpa por seus crimes, dando início aos combates. Como era branco, Manson e sua turma se esconderiam em um poço, chamado por ele como “Poço sem Fundo”, no deserto californiano.

Outros casos são citados como fruto de assassinos por controle remoto, o mais popular é do assassino do presidente John F. Kennedy, Lee Harvey Oswald. Ele baleou o então presidente americano em Dallas, cidade do Estado do Texas, na tarde de 22 de novembro de 1963.

     Lee Harvey Oswald     
Segundo as investigações, Oswald teria atirado contra Kennedy às 12:30. De acordo com o relatório da Comissão Warren (1964), as balas foram disparadas de uma carabina italiana calibre 6.5 mm, que foi manuseada de uma janela no sexto andar do depósito de livros onde trabalhava.

Oswald era fuzileiro naval e desertou para a União Soviética. Quando voltou ao País de origem, foi preso sob suspeita de ter assassinado o oficial de polícia J. D. Tippit.

Oswald não assumiu a responsabilidade pelos crimes e foi assassinado à queima roupa dois dias depois, em 24 de novembro de 1963, quando foi transferido da cadeia municipal para a cadeia estadual, Oswald foi baleado e mortalmente ferido por Jack Ruby.


Momento em que Lee Oswald é assassinado diante das câmeras

James Earl Ray assassinou o líder negro norte-americano Martin Luther King Jr., no dia 4 de abril de 1968, em um hotel da cidade de Memphis. Ray foi preso no dia 8 de Junho no Aeroporto de Heathrow em Londres, ao tentar sair do país. Foi condenado a 99 anos de prisão, mas como assumiu o crime foi poupado da execução sumária, na cadeira elétrica.

James justificou o crime ao afirmar a crença de que King, era um traidor, que movia as pessoas em uma marcha para enfraquecer o país; política e economicamente.

O Assassino de Luther King juntou-se ao exército para servir a Alemanha na II Guerra Mundial. Entre 1949 e 1955 passou a praticar assaltos á mão armada. Em 1959 foi preso e condenado a 20 anos de prisão, entretanto, em 1967 fugiu escondido em um caminhão.

Em Junho de 1977 conseguiu escapar novamente da prisão, mas foi capturado três dias mais tarde. Após a fuga, o assassino foi condenado a 100 anos de prisão. Anos após assumir o crime, Earl Ray repudiou a confissão.Ele faleceu em 1998 aos 70 anos de idade, vítima de uma falha renal.

   Sirhan Bishara Sirhan  
No dia 5 de maio de 1968, Sirhan Bishara Sirhan colocou em prática, e obteve sucesso, no seu plano de assassinar o senador americano Robert F. Kennedy, disparando três tiros contra o político, na cozinha do Hotel Ambassador, em Los Angeles.

O crime aconteceu durante a comemoração da vitória, nas eleições primárias, evento que teve a participação de centenas de partidários do Partido Democrata na Califórnia, em sua campanha à presidência dos Estados Unidos.

O crime foi uma retaliação ao apoio dos Estados Unidos à Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967. O assassino nunca foi relacionado a nenhum grupo terrorista palestino.

Anos antes do crime ele escreveu um diário, onde relatava sua vida pessoal e todo o plano do assassinato. O livro ficou conhecido como “O Diário de Sirhan Sirhan”.

Sirhan foi condenado à morte na câmara de gás em 1969 mas a pena foi comutada em prisão perpétua enquanto aguardava execução,  por decisão da justiça da Califórnia.

        Mark Chapman       
O caso de Mark David Chapman, assassino do vocalista dos “Beatles” é o que mais chama a atenção para as hipóteses de assassinos por controle remoto.

Chapman, assassinou o músico na noite de 8 de dezembro de 1980,  por volta das 23 horas, em frente ao edifício Dakota, onde o ex-Beatle vivia. No mesmo dia, Lennon autografou para Chapman uma cópia de seu recém-lançado álbum Double Fantasy.

Em seu depoimento, o assassino afirmou que vozes o mandavam cometer o crime, citando o romance “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger, como inspiração para o crime.

Chapman se identificava com o protagonista do livro, que odiava a falsidade. No crime, ele acertou cinco tiros, sendo quatro nas costas de Lennon. Ídolo que ele considerava hipócrita, já que em suas composições tratava de tristeza e pobreza, como se ele sofresse disso.
Autógrafo dado por Lenonn a Chapman

Existe uma teoria que relaciona a CIA  com o assassinato. Lennon era considerado subversivo e  estava na mira do governo estadunidense por se envolver em questões políticas, promover passeatas e influenciar o povo, deixando-os mais críticos quanto às questões de segurança nacional e à paz mundial.

No dia 30 de março de 1981, John Hinckley Jr. tentou assassinar o presidente americano Ronald Reagan. A ação aconteceu quando o político deixava um compromisso público no Washington Hilton Hotel em Washington. Na tentativa, o presidente Reagan e três outras pessoas foram baleadas e feridas.

John Hinckley Jr
O ataque contra o presidente foi motivado pela obsessão doentia que Hinckley pela atriz Jodie Foster devido a erotomania (síndrome de Clérambault), gerada após assistir ao  filme Taxi Driver, longa metragem que provocou uma forte identificação entre ele e a personagem principal, Travis Bickle (interpretado por Robert De Niro). A trama mostra os esforços de Bickle para proteger uma prostituta de 12 anos interpretada por Foster; quase no fim do filme, Bickle tenta assassinar um Senador americano que é candidato a presidente.

Hinckley chegou a Washington, na véspera da tentativa de assassinato, desceu de um ônibus da Greyhound Lines, hospedou-se no Park Central Hotel e na manhã do crime, tomou café no McDonald's, onde leu um artigo sobre o presidente na página A4 do Washington Star.

Duas horas antes do crime Hinckley escreveu, mas não postou, uma carta para Foster, onde afirmava que esperava impressioná-la com o ato que iria cometer.

Câmeras registram a ação de John Hinckley Jr. contra Ronald Regan