setembro 01, 2010

Caetano Veloso fará show na FAMPOP, outubro em Avaré

A programação das festividades em comemoração ao aniversário de 149 anos de Avaré é extensa, com eventos que acontecem do dia 1º de setembro até 12 de outubro. Entre os eventos, destaque para a 28ª Feira Avareense da Música Popular – FAMPOP -, que acontece de 7 a 10 de outubro.

Na primeira noite do evento, no dia 7, quando acontece a eliminatória avareense, com a apresentação de 12 músicas, onde 4 serão escolhidas para representar a cidade na fase nacional, o show será da avareense Lucila Novaes. No dia 8, primeira eliminatória nacional, o show será do cantor e compositor Celso Viáfora, que contará com a participação de artistas convidados. No dia 9, segunda eliminatória nacional, o show será da cantora Maria Gadú. Já na grande final, no dia 10, o show ficará por conta do patrono Caetano Veloso.

Os organizadores da FAMPOP optaram por manter a essência do festival, reservando sempre para a primeira noite, como foi em anos anteriores com Wilson Teixeira, Rodrigo Cústódio, Bruna Caram,, um show com um artista de destaque da cidade, por isso a escolha da cantora Lucila Novaes. Outra opção é de sempre trazer para o evento um show de um nome ligado a história do festival, caso de Celso Viáfora, que foi o vencedor da 2ª FAMPOP.

O show de Caetano Veloso é um sonho antigo da atual administração. A presença de Caetano na FAMPOP já gera a expectativa da vinda de mais de quatro mil pessoas para Avaré. A FAMPOP será na Concha Acústica, onde será montada uma super estrutura, com cobertura de toda a Praça Romeu Bretas. A entrada será um pacote de arroz de cinco quilos.







LUCILA NOVAES
A música acompanhou os primeiros passos da vida de Lucila Novaes. Filha de mãe cantora de rádio, se formou pianista – e seu desenvolvimento musical começou logo cedo. Cresceu no meio musical, inicialmente ouvindo o coral que a mãe ensaiava na sala da casa e, posteriormente, nas rodas de violão que os irmãos mais velhos gostavam de fazer. Aos 12 anos fazia parte de um grupo ao lado de seus sete irmãos, chamado Fruto Primeiro. Dessa família toda musical surge, então, uma artista plural.

Com graciosidade e dona de uma voz singular, Lucila Novaes percorre todas as vertentes da música brasileira com originalidade. Tem como influência grandes nomes da nossa música, como Elis Regina, Fátima Guedes, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Dolores Duran. E foi justamente a música brasileira que consagrou Lucila. Foi aplaudida de pé em uma série de festivais Brasil afora, em que participou ao lado dos compositores Juca Novaes, Edu Santhana e Rafael Altério. Em 2002, foi uma das cinco finalistas no Prêmio Visa, entre quase 2000 cantores de todo o Brasil.

Além das canções imortais que construíram a história fonográfica brasileira, Lucila apresenta músicas de sua própria autoria. Já dividiu o palco com grandes nomes como Eduardo Gudin, Zé Luiz Mazziotti, Célia, Alaíde Costa, Quinteto em Branco e Preto, Trovadores Urbanos, Arismar do Espírito Santo, Thomas Roth, Derico, entre outros. Seu mais recente sucesso foi a turnê do show Lucila Novaes canta Caymmi, em que cantou e contou a história deste ícone da música do nosso país. Quem tiver a oportunidade de conferir um show de Lucila Novaes poderá notar que a cantora faz música com a alma escancarada. Ali, exposta, uma artista que vive e respira música.

CELSO VIÁFORA

Compositor, intérprete, violonista e arranjador paulistano, iniciou seus estudos de formação musical na Fundação das Artes de São Caetano do Sul e, posteriormente, fez o curso de arranjo com o maestro Nélson Ayres no Conservatório do Brooklin. Durante os primeiros anos, venceu festivais, escreveu trilhas para teatro, percorreu o Brasil e chegou, inclusive, a emplacar um sucesso que as rádios e TVs dos principais centros do País nunca executaram: “NÃO VOU SAIR”, gravada inicialmente por Nílson Chaves e que, hoje, possui mais de uma dezena de gravações independentes, tornou-se um hit inicialmente em Belém do Pará, Manaus e Macapá e, depois disso, percorreu o Brasil nas vozes dos cantores da noite, dos cantadores amadores, dos amantes de música; repetindo, espontânea e estranhamente nos anos 80 e 90, a trajetória dos grandes sucessos do início da era do rádio: tempos onde não a intensidade da campanha de marketing da gravadora mas a qualidade e a, natural, aceitação pública da canção é que faziam o diferencial entre o sucesso e o fracasso.

Respeitado pelos maiores músicos brasileiros, admirado por artistas consagrados, Viáfora definitivamente conquistou o seu espaço dentro da Música Popular Brasileira contemporânea graças à qualidade, peculiaridade e força da sua obra.

É um desses poucos artistas de quem, depois de ouvir algumas de suas dezenas de músicas, pode-se dizer, com a boca cheia, tratar-se de alguém que construiu uma obra densa e comovente. Popular e, sobretudo, brasileira.

MARIA GADÚ

A paulistana Maria Gadú foi introduzida à prática musical ainda na infância. Aos 7 anos de idade, já gravava músicas em fitas cassetes. Fez poucos meses de aulas de violão, longe do suficiente para ler partituras, mas o possível para compor através da prática. Fez desde os 13 anos shows em bares e festas de família em sua cidade de São Paulo. Mudou-se para o Rio de Janeiro no início de 2008, quando começou a tocar em bares da Barra da Tijuca e da Zona Sul. Sua carreira passou a ter ascensão ao despertar atenção de famosos ligados ao meio musical, como Caetano Veloso, Milton Nascimento, João Donato, dentre outros. Maria Gadú ganhou destaque ao interpretar "Ne me quitte pas", de Jacques Brel, para o diretor Jayme Monjardim, que estava em fase de pré-produção da minissérie Maysa - Quando Fala o Coração.

A versão de Gadú, logo, foi incluída na trilha sonora da minissérie que estreara em janeiro 2009, na qual a cantora, ainda, fez uma participação especial como atriz. No início de 2009, aos 22 anos de idade, Maria Gadú preparava seu primeiro álbum, homônimo, lançado pelo selo SLAP, da gravadora Som Livre, e produzido por Rodrigo Vidal.

Além disso, iniciou uma temporada de shows no Cinemathèque, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Após o lançamento do álbum em meados de 2009, a cantora, rapidamente, foi ganhando espaço na mídia brasileira. A canção "Shimbalaiê", sua primeira composição aos 10 anos de idade, foi incluída na trilha sonora de mais uma produção da TV Globo, desta vez em horário nobre, a novela Viver a Vida. No dia 21/02/2010, Maria Gadu ganhou disco de ouro pela vendagem de mais de 50 mil cópias do seu 1º CD.

CAETANO VELOSO

Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, o Caetano Veloso, é considerado um dos melhores compositores do século XX, já foi comparado, em termos de relevância para a música pop internacional, a nomes como Bob Dylan, Bob Marley e Lennon/McCartney.

Iniciou a carreira interpretando canções de bossa nova, sob influência de João Gilberto, um dos ícones e fundadores do movimento bossa nova. Colaborou com os primórdios de um estilo musical que ficou conhecido como MPB (música popular brasileira), deslocando o melodia pop na direção de um ativismo político e de conscientização social.

O nome ficou então associado ao movimento hippie do final dos anos 1960 e às canções do movimento da Tropicália. Trabalhou como crítico cinematográfico no jornal Diário de Notícias, dirigido pelo diretor e conterrâneo Glauber Rocha. A obra adquiriu um contorno pesadamente engajado e intelectualista e o artista firmava-se sendo respeitado e ouvido pela mídia e pela crítica especializada.

Participou na juventude de espetáculos semi-amadores ao lado de Tom Zé, da irmã Maria Bethânia e do parceiro Gilberto Gil, integrando o elenco de Nós por exemplo, Mora na filosofia e Nova bossa velha, velha bossa nova em 1964. O primeiro trabalho musical foi uma trilha sonora para a peça teatral Boca de ouro, do escritor Nelson Rodrigues, do qual Bethânia participou em 1963, e também escreveu a trilha da peça A exceção e a regra, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht, dirigido por Álvaro Guimarães, na mesma época em que ingressou na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia. Caetano, em maio de 2008 estreou o show "Obra em Progresso", onde canta canções de sua carreira, mas sobretudo canções inéditas.

O show só foi apresentado na cidade do Rio de Janeiro, e acabou voltando no mês de agosto à mesma cidade. Entre as canções novas apresentadas ao público que lotou as noites nas casas Vivo Rio e Teatro Casa Grande, estão: Falso Leblon, Lobão tem Razão, Perdeu e Base de Guantánamo. As canções inéditas do show "Obra em Progresso" foram gravadas em disco, todo produzido em estúdio no segundo semestre de 2008, lançado em abril de 2009 com o título de "zii e zie".

Da Secretaria Municipal de Comunicação de Avaré





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