dezembro 05, 2010

Um espaço de leitura para os deficientes visuais

A Biblioteca Municipal Emílio Peduti estabeleceu parceria com a Fundação Dorina Nowill, há três anos. O fruto dessa parceria resulta em doações periódicas de obras literárias em braile e alimenta um acervo que alcançou 74 títulos e 48 audiolivros.

A seção cresce a cada dia e conta com leitores fiéis que percorrem quilômetros para emprestar os volumes. “Temos leitores de Jaú, que chegam à biblioteca procurando por esses livros”, explica Gilda Maria Fumes Bruno, bibliotecária responsável pela Biblioteca Municipal.

Segundo ela, em Botucatu o quadro de leitores é fiel, porém reduzido. “Temos entre cinco e seis leitores que visitam a biblioteca para retirar as obras. Alguns deles, inclusive, são avisados por telefone sempre que recebemos novos exemplares”, explica Gilda.

O grande atrativo do espaço é a estante com lançamentos, nas prateleiras é possível encontrar obras como a coleção do bruxinho Harry Potter, e  best sellers como “Xamã”.

Alguns livros que na versão comum chega a ter 200 páginas, na edição em braile ganha mais corpo e são divididos em até 5 volumes. “Alguns leitores chegam na biblioteca com uma sacolinhas de mercado para levar a obra completa”, diz.



Seção motiva moção de congratulações
O vereador Carlos Trigo (PT) relembra a época em que a Biblioteca Municipal possuia apenas dois livros em braile e ressalta que agora sente orgulho em saber que a seção têm inclusive, lançamentos editoriais de sucesso, como a série Harry Potter. “Não existia opção nenhuma. Agora, não temos o que reclamar, são várias opções de títulos. Nos próximos dias darei entrada na Câmara, numa moção de congratulação para a biblioteca e  suas funcionárias”, revela.

Vereador já pediu piso tátil para facilitar acesso
A única crítica do vereador Carlos Trigo, referente à Biblioteca Municipal é referente à sinalização de acesso ao imóvel. “Já pedi, via requerimento, a instalação de um piso tátil, para que o deficiente visual possa identificar o acesso à biblioteca.

A ideia é simples, o piso começaria na calçada e orientaria até a escadaria principal. Dois metros, apenas, já dariam resultados positivos”, diz.

O parlamentar acrescenta que o pedido  é antigo. “Já faz mais de um ano que solicitei essa adaptação”, diz.