dezembro 05, 2010

De Léo: aposta de Rick Bonadio na banda Valetes

Thiago Rocha De Léo, conhecido no meio artístico como De Léo, tem grande experiência, e confessa que ficou assustado quando foi convidado pelo produtor Rick Bonadio para integrar a banda Valetes.

O resultado do trabalhado ao lado de um produtor renomado, já rende frutos, com o clipe da música “Aline”, prestes a estrear na MTV e no Fantástico.

De Léo, foi contratado há 4 meses pelo principal produtor musical da atualidade, para integrar a banda  de pop rock Valetes
Nesse trabalho a banda foi dirigida por  Mauricio Eça, que produziu clipes da Pitty, Marcelo D2, Fresno, Frejat, entre outros artistas de renome.

De Léo fez poucas aulas de guitarra. A maior parte de seu aprendizado foi sozinho. "Me considero mais autodidata mesmo", diz.


O Grito - Quando você percebeu que seu caminho era a música?
De Léo - O maior causador disso tudo foi meu pai que sempre tocou música clássica e MPB no violão pra mim e para meus irmãos.
Desde os 5 anos eu já pegava o violão dele e fingia tocar e cantar em inglês. Dizem que era engraçado.
Mais tarde, aos 11 anos,  ganhei um cd do Guns n’ roses, fiquei doido com a descoberta. Só então pedi minha primeira guitarra pra minha mãe. Obrigado, mãe.

O Grito - O início da carreira foi difícil?
De Léo - Minhas primeiras bandas eram de punk rock. Usávamos cabelo moicano e tudo mais.
Lembro que desde as primeiras bandas eu sempre levei muito a sério. Quando a maior parte da galera queria mais era tocar pra se divertir. Confesso que fui meio chato por esse motivo.
Meu primeiro show foi numa pista de skate em Botucatu. Lembro que fiquei tão nervoso que o pessoal teve que me acalmar pra eu subir no palco. Hoje em dia o palco não me bota medo mais. Quando o artista está feliz é lá que ele comemora, e quando está triste é lá que estravaSa e recupera suas forças. Por mim eu ficaria a maior parte do tempo nele.

O Grito - Antes de chegar ao Valetes por quais outras bandas passou?
De Léo - Comecei a encarar a música como profissão mesmo quando tocava no Alcathraz, de 2002 a 2004. Depois voltei pra São Paulo me aventurar como músico, ao lado do meu amigo e ex-parceiro de banda Eduardo Favalli. Antes das coisas se ajeitarem por lá, nós voltamos pra Botucatu para montar o General Lobo, tocamos juntos por quase 4 anos, tocamos inclusive fora do Estado. Essa banda tinha uma proposta original e foi referência pra várias bandas da região. Foi uma época muito divertida, uma escola para mim.
Devo muito do que sei ao pessoal do General. Em 2008 sai da banda e montamos o Cobaia, que desde o ínicio já tinha a proposta de trabalhar com músicas próprias. A maior parte delas com autoria de Marcio Ribeiro, ótimo compositor e amigo, fundamental no meu aprendizado como músico.
Foi com o Cobaia que comecei a me interessar com produção musical (minha outra paixão) e acabei produzindo um cd demo de 6 músicas autorais.
Foi um grande desafio fazer este trabalho, passei várias madrugadas durante 5 meses pra finalizar, pois de tempo livre só restavam as madrugadas. O resultado e o aprendizado valeram a pena, um mês antes do lançamento do CD fui chamado pra fazer parte do Valetes.

O Grito - Foi difícil encarar esse universo profissionalemnte? Quais as maiores dificuldades?
De Léo - É complicada a vida do músico brasileiro. O pessoal ainda não vê isso como uma profissão séria. Na verdade associam o músico apenas com diversão, mas não é bem assim.
Antes de chegar ao palco existe toda uma história de dedicação e estudo. Como qualquer outro profissional.
Existe descaso até mesmo por parte de alguns contratantes de casas de show, que não valorizam as bandas da forma que deveriam. São as atreações principais. Sinto que falta um órgão competente que se preocupe com esta classe artística, e estabeleça uma condição mais justa para os profissionais.

O Grito - Como a família encarou essa opção?
De Léo - Minha família sempre me deu o maior apoio. Até mesmo nos momentos de dúvida foram eles que mais acreditaram em mim. Mesmo sabendo que é uma profissão muito difícil, eles sempre estiveram do meu lado. Agora comemoram comigo a nova fase. Sempre serão meus maiores conselheiros. Para qualquer momento eu sei que meus pais e meus irmãos estarão comigo.

O Grito - O que aconteceu que vocês não consgeuiram toca no SP Onlive, apesar de terem sido convidados?
De Léo - Foi difícil tomar essa decisão com o pessoal do Midas Music / Arsenal eventos. Todos estamos ansiosos para tocar, estávamos trabalhando na produção e gravação do clipe de “Aline”, nosso single que estreará no mês de dezembro na Mtv. Achamos melhor estrear o show em 2011.

O Grito - Como encara a sua missão no Valetes?
De Léo - É o trabalho mais sério que já encarei. O nome Midas Music, representado pelo nosso produtor e empresário Rick Bonadio, tem um valor imenso para a gente. Ele que trabalhou com Mamonas assassinas, Charlie Brown Jr, Titãs, Nx zero, Cpm22 e etc. Tem uma bagagem musical enorme, e é sem dúvida um dos maiores produtores musicais do Brasil.
Agora temos o privilégio de trabalhar com ele. Está sendo um grande aprendizado, não apenas trabalhar com com ele, mas com o André Jung (ex-baterista do Ira!) que está cuidando da pré-produção e escolha do repertório, e também com Helinho Leite (marketing), que é trabalhou com grandes nomes da música também.


O Grito - Como aconteceu o contato com o Rick Bonadio?
De Léo - Por intermédio de uma amiga em comum que tenho com o pessoal da banda. Quando ligaram para mim dizendo que a banda estava pra fechar contrato com o Rick Bonadio, eu não acreditei.

O Grito - O De Léo de hoje tem muita diferença com o de ontem? Onde a produção modificou? Roupas, aparência e estilo musical também entram nesse processo de produção?
De Léo - Eu continuo do mesmo jeito e com a mesma cabeça. È claro que a produção em cima da gente é bem maior do que eu estava acostumado. Mas é lenda essa história que a gravadora pega uma banda e muda ela completamente. Mesmo passando por figurinista e produtor musical meu estilo continua o mesmo, seja no jeito de me vestir como preferência musical.

O Grito - Vocês estão para estrear um clipe, como está esse trabalho e quando o material deve ir ao ar?
De Léo - O clipe da nossa música “Aline” já está pronto. Ficamos muitos empolgados com o resultado.
Ele está pra estrear semana que vem na MTV. Fantástico trabalhar com o Mauricio Eça, que também dirigiu vídeo clipes da Pitty, Marcelo D2, Fresno, Frejat. Ah, lembrando que “Aline” já está sendo executada nas rádios de Bauru, e ocupa a 2ª posição nas mais tocadas da 96 Fm.

O Grito - As músicas são de autopria prória? Como as letras chegam até vocês?
De Léo - Eu, o Emil (vocal / guitarra), Vitor Bellote (baixo) e Caio Pelegrini (bateria) somos compositores. O álbum também vai ter 2 ou 3 composições de amigos. Mas a maior parte do disco são músicas q criamos nesses 4 meses que estamos envolvidos com a gravadora.

O Grito - O novo desafio estimula, assusta ou te orgulha?
De Léo - Confesso que no início fiquei um pouco assustado, é muita gente envolvida e toda a atenção deles voltada para os quatro músicos da banda. A responsabilidade é gigante. Para ter idéia, ensaiamos todos os dias, a tarde e a noite, para finalizar os arranjos das músicas próprias. Tenho orgulho em dizer que toco com três amigos fantásticos, musicalmente e como pessoas.

O Grito - Quais seus sonhos com o Valetes?
De Léo - Todos nós temos ídolos. Meu sonho é construir uma carreira maravilhosa com o Valetes. um dia talvez eu possa me tornar ídolo de vários adolescentes, assim como eu tive os meus. Tive que abrir mão de muita coisa pra chegar até aqui, e não foi nem um pouco fácil. Tem muita coisa para conquistar ainda. O sonho está só começando.


O Grito - Como encontramos  a banda na web?
De Léo - Para conhecer melhor o trabalho é só entrar no site www.valetes.com.br, twitter @valetesoficial e myspace www.myspace.com/valetes.