janeiro 28, 2011

Não existe idade para as crises de depressão


A depressão nervosa atinge pessoas de todas as idades. Sua principal característica é a oscilação do humor, tristeza, angústia ou sensação de vazio e incapacidade de sentir satisfação ou prazer.

Segundo a psicóloga Elisa Moreno Joaquim, os sintomas variam de acordo com a idade por representar momentos diferentes no processo evolutivo. “As características são peculiares a cada fase. O sofrimento e isolamento acontecem em todas as idades, porém o isolamento é mais intenso no adulto, o adolescente tem por natureza a forte necessidade do grupo”, diz.

A médica ainda ressalta que nas crianças os sintomas são mais atípicos, mascarados pela irritação e uma dose de agressividade e hiperatividade.

“Elas não têm os símbolos do adulto para compreender o que está acontecendo e reage de forma confusa. Sintomas como: tristeza, dores generalizadas, mal estar, modificação dos hábitos alimentares e do sono são comuns. No adulto a sensação de inutilidade e falta de esperança associada a transtornos físicos e desejos suicidas, são os mais presentes”, revela.



Problema acaba afetando a família - Todas as pessoas que convivem com o paciente em depressão acabam sofrendo e passando por experiências negativas. “Os familiares reagem de forma marcante ao fato e também sofrem de apreensão e em alguns momentos de raiva. Conviver com alguém depressivo leva ao maior risco de desencadear distúrbios emocionais como a própria depressão ou fobias. As reações com a resistência e gravidade do quadro é motivo para que familiares tenham sentimentos confusos e contraditórios como culpa, sensação de impotência e ansiedade constante”, diz.


Tratamento depende de  compreensão - Quando detectado o caso de depressão é necessário que toda a família participe do tratamento,  somente assim os efeitos serão realmente eficazes. “É preciso avaliar cada caso em especial, pessoas diferentes necessitam de fórmulas diferentes. O fato incontestável é que os familiares devem participar do processo de tratamento, em muitos casos o motor que mantém, ou agrava o quadro em questão está na disfunção relacional da família.

Os indivíduos também precisam de atendimento individual com Psicoterapeuta e medicamentoso”, recomenda a psicóloga.

Atenção e amor ajudam as crianças - Quando a depressão atinge adolescentes ou crianças, os pais podem amenizar a depressão estando presentes e acompanhando cada etapa do tratamento. “Os pais têm o poder para amenizar ou complicar a vida dos filhos. Geralmente a boa vontade e o amor prevalecem sobre os sentimentos destrutivos. Afeto redobrado e consciente, saber ouvir e enxergar os filhos mesmo que nas entrelinhas de atitudes e palavras. Dialogo sem fronteiras ou preconceitos e buscar ajuda profissional do Psicólogo e do Médico”, finaliza a psicóloga Elisa Moreno.