agosto 16, 2011

Botucatu registra baixa infestação do mosquito transmissor da dengue

A Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) realizou durante o mês de julho a Avaliação de Densidade Larvária (ADL) que tem como objetivo avaliar os níveis de infestação do mosquito transmissor da dengue e identificar quais são os recipientes que são potenciais criadouros do Aedes aegypti.

O resultado do ADL foi de 0.3. Isto representa que a cada 100 imóveis visitados, 0.3 possuíam recipientes com larvas de Aedes aegypti. “O preconizado pela Organização Mundial da Saúde como satisfatório é de até 1.0. O nosso município apresenta, neste momento, uma baixa infestação do mosquito transmissor da dengue”, conta a coordenadora da VAS, Gabriela Gonzales.

Dois fatores contribuíram para esta redução: a intensificação das atividades de controle do mosquito realizadas pela VAS (49.155 visitas domiciliares) e as baixas temperaturas desta época do ano.

O ADL apontou que 68% dos recipientes identificados como potenciais criadouros de mosquito são aqueles que têm utilidade para os moradores e por isso não podem ser eliminados.

Porém poderão ser adotadas algumas medidas para que não contribuam à proliferação do Aedes. “Os pratos de plantas devem estar furados ou emborcados de modo a não acumular água; caixas d’água devem estar bem tampadas impedindo o acesso do mosquito; bebedouros de animais devem ser lavados semanalmente; piscinas devem ser tratadas mesmo em períodos que não estão sendo utilizadas; calhas devem ser inspecionadas regularmente, pois o entupimento e falta de escoamento da água contribuem à proliferação do mosquito transmissor”, explica Gabriela.

“A VAS orienta a população a estar atenta e adotar as medidas necessárias para que no próximo período chuvoso não sejamos surpreendidos pelo Aedes aegypti, deixando nossa cidade livre da dengue”, conclui Gabriela.