dezembro 08, 2011

Exilado cubano relata sua infância na Cuba comunista em “O Adeus a Glorytown”


Chega ao mercado nacional pela editora Nossa Cultura “O Adeus a Glorytown”, autobiografia de Eduardo Calcines, que revela como foi crescer em uma família de dissidentes cubanos. Na obra, escrita trinta anos após sua família conseguir escapar para os Estados Unidos, o autor conta a história de sua infância durante a primeira década da Revolução Cubana.

Diferente do tom histórico comumente associado a obras sobre a Revolução Cubana, “O Adeus a Glorytown” aborda o período sob a ótica de uma criança. O medo e a perseguição da vida real se confundem com o mundo de inocência e imaginação do garoto que vivia em Glorytown, bairro da cidade de Cienfuegos. De início, Calcines se encanta com a súbita presença de soldados fardados em cada esquina e acha curioso como o rádio e carros com autofalantes começam a transmitir “a voz” que discursa a todo momento e que todos são coagidos a ouvir.


“Certa manhã houve uma comoção na sala de estar da abuela Ana e abuelo Julian. Eu estava no telhado, praticando meus gorjeios de passarinho com Pichilingo e Pepe, outro amigo meu, que era, por acaso, um sabiá. Eu desci do abacateiro para ver o que estava acontecendo, e me deparei com meus avós consolando a tia Carmen, que estava aos prantos. Tio William havia sido formalmente acusado de conspiração, prestando assistência aos rebeldes contrários a Castro. Ele havia sido preso pela polícia naquela manhã e levado à cadeia.”

A infância de Calcines se interliga com a própria história da ilha, acompanhando o início da Revolução, o envio de dissidentes a “campos de reeducação” - eufemismo para campos de trabalho forçado – ou a invasão da Baía dos Porcos, cujo curioso nome faz Calcines imaginar uma espécie de paraíso suíno. E o leitor acompanha passo a passo o esvaecer da inocência de Calcines conforme a real face do comunismo castrista se torna clara e carregada de sofrimento.

Parte registro histórico, parte narrativa sobre as angústias de crescer, “O Adeus a Glorytown” é um relato cativante de um dos períodos mais conturbados da história de Cuba e da busca pela liberdade e um futuro melhor.
O autoritarismo da vida real e a inocência de um garoto colidem em autobiografia lançada pela editora Nossa Cultura. Obra mostra a trajetória de um menino e sua família durante a primeira década do regime de Fidel Castro
Ficha Técnica:

“O Adeus a Glorytown”


Autor: Eduardo F. Calcines


Número de páginas: 232


Preço: R$ 37,00


ISBN: 978-85-8066-018-0


Categoria: Biografia

Tags: cuba, fidel castro, biografia, regime militar, ditadura, eduardo calcines, repressão, imigração, estados unidos

Sobre o autor: Eduardo F. Calcines nasceu em outubro de 1955, em Cuba. Filho de um caminhoneiro e uma dona de casa, sua infância foi marcada pela queda brusca da qualidade de vida de sua família após o início do Regime de Fidel Castro em 1959. Após emigrar aos EUA em 1969, Eduardo F. Calcines morou por quatro anos com sua família em Milwaukee, Wisconsin antes de se mudar para Tampa, Flórida. Lá se tornou um empresário bem-sucedido e ativista de destaque em sua comunidade, onde vive até hoje com sua mulher e filhos. Trinta anos após seu êxodo, Calcines finalmente decidiu contar a história de sua infância na Cuba comunista com “O Adeus a Glorytown”.

Sobre a Editora Nossa Cultura – Com sede em Curitiba (PR), foi fundada em 2005, inicialmente com foco no mercado de audiolivros, na época pouco explorado no Brasil. Em 2010, com um catálogo de audiolivros já bastante expressivo e reconhecida pela expertise nesse formato, a Nossa Cultura expandiu sua atuação e passou a lançar também livros em formato papel.

Atualmente, o portfólio é composto por 17 obras impressas e 60 em audiolivro, a maioria best sellers mundiais. Entre os audiolivros destacam-se “Engolido pelas Labaredas”, do cronista americano David Sedaris, que no Brasil foi narrado por Marcelo Tas, “Água para Elefantes” de Sara Gruen, que já havia sido publicado em 44 idiomas, Laowai, escrito e narrado pela jornalista da TV Globo, Sônia Bridi, e cinco títulos do renomado autor Dale Carnegie. Na linha de livros em papel estão obras como “As Guerras Secretas de Clinton”, do jornalista Richard Sale, “O Homem que inventou o Natal”, de Les Standiford, a coleção “As Rosas Inglesas”, da cantora pop Madonna, e “Menonita de Vestidinho Preto”, de Rhoda Janzen, que ficou dois meses entre os mais vendidos do New York Times. Além de obras próprias, o catálogo online da Nossa Cultura inclui livros e audiolivros publicados por terceiros / parceiros, somando 250 títulos que podem ser conhecidos e adquiridos no site www.nossacultura.com.br.