outubro 18, 2012

Livro registra 35 anos de história do Instituto de Biociências da Unesp


Em 1962, Botucatu passaria a integrar expansão do ensino universitário no país, com a criação da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu (FCMBB). Integraria, por anos, o embrião do que viria a se tornar, a partir de 1976, a Unesp - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”.

Com a decisão, seriam criadas novas unidades e os antigos institutos e faculdades espalhadas por São Paulo viriam a ser um novo polo no ensino e pesquisa nas diversas áreas das Ciências Humanas, Exatas e Biológicas. Neste contexto surge o Instituto Básico de Biologia Médica e Agrícola-IBBMA-, sendo que em 1987 passaria a se chamar Instituto de Biociências de Botucatu (IBB).


Para retratar da criação do IBB, formação de seus cursos, principais eventos promovidos, movimentos estudantis, a jornalista Adriana Donini lança, dia 22 de outubro, a partir das 14 horas, o livro “Instituto de Biociências: uma trajetória de lutas e conquistas”. O evento ocorre no Anfiteatro do instituto, no campus de Rubião Júnior, e integra a programação do 35º aniversário da instituição.

O livro deverá ser distribuído entre as unidades que compõem a Unesp, além de bibliotecas e os setores do próprio Instituto de Biociências. Nas 152 páginas da publicação são frisados os principais eventos, atividades culturais, a identificação das diretorias que administraram o instituto, além de uma relação de servidores aposentados e em atividade.

Através de fotos e reprodução de documentos como atas de reuniões, matérias publicadas pela imprensa local, a autora pontuou em diversos momentos a solidificação do ensino universitário no município com a instalação da FCMBB. Mas a ênfase principal se dá a partir de 1976, ano de criação da Unesp.

“Priorizamos um livro com maior aprofundamento a partir da época em que o Instituto foi criado e também porque já há outras publicações que abordam a FCMBB. O conteúdo é exposto em ordem cronológica. Então, após mostrar aspectos da faculdade pioneira, é abordada a criação da Unesp e a divisão das unidades universitárias de Botucatu”, explica Adriana.

A autora salienta que, para o detalhamento das histórias, foram realizadas entrevistas com professores e servidores técnico-administrativos para dar uma visão ocular dos eventos ocorridos nestes 35 anos do IBB. Outras fontes de consulta foram acervos fotográficos do próprio instituto, da Administração Geral do Câmpus, publicações acerca à FCMBB e do arquivo da Rádio Emissora de Botucatu (PRF 8).

“A intenção não foi destacar determinadas pessoas ou eventos, mas traçar um panorama geral da instituição, tendo por base conteúdos que pudemos ter acesso. No caso das entrevistas procurei, por meio de alguns “olhares” e memórias resgatar acontecimentos vivenciados em determinadas épocas”, conclui Adriana.