novembro 07, 2012

O Ateneu, de Raul Pompeia, ganha versão em quadrinhos


São Paulo, outubro de 2012 – Aos 11 anos de idade, o estudante Sérgio deixa os brinquedos e o conforto de casa para ingressar no internato Ateneu. Mas o jovem não contava com a rigidez e o autoritarismo do diretor carrasco Aristarco Argolo de Ramos, que estimula o clima de hostilidade entre os alunos residentes. A trama fictícia de Raul Pompeia, publicada pela primeira vez em 1888, ganha versão em quadrinhos pela Editora Ática. O Ateneu foi adaptado por Marcello Quintanilha, responsável pelo roteiro e arte do livro e integra a coleção Clássicos Brasileiros em HQ.


A história se passa no Rio de Janeiro do século XIX e é narrada em primeira pessoa pelo protagonista Sérgio, que relata com amargura, já adulto, a estada no colégio interno, período que mudaria para sempre sua vida. Em um ambiente escolar traiçoeiro, cheio de competições e intrigas, o personagem percebe que sobreviver naquele espaço desleal não seria uma tarefa fácil.

No Ateneu, a perversidade está no convívio geral e permeia as relações entre calouros e veteranos. O sistema repressor é alimentado pela humilhação dos mais fracos, obrigando-os a lutar para se impor e continuar ali. Assim, Sérgio enfrenta precocemente os conflitos da vida adulta, perdendo as ilusões e a ingenuidade típicas da infância.


Clássico em HQ

Na adaptação, Marcello Quintanilha cria uma obra de excelência, preservando o realismo crítico e o tom impressionista presente no clássico. A poesia e a visualidade da prosa de Raul Pompeia são apresentadas por meio de um roteiro ágil, ácido e contundente. Diversos desenhos originais do autor foram usados por Quintanilha como referência na recriação de personagens e até mesmo de cenas completas.

A obra clássica, reconstruída em outra linguagem, permite que o leitor conheça e examine, por meio dos traços do quadrinista, características e costumes de um colégio frequentado pela alta burguesia carioca no Rio de Janeiro do século XIX Quintanilha realizou uma profunda pesquisa para recriar ambientes, como dormitórios, salas de aula, fachadas, vestimentas e mobiliário. Além disso, ele preservou o contexto político da época, vivido intensamente por Raul Pompeia, e o tom crítico às instituições educativas da época.

Sobre o autor
Raul Pompeia nasceu em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 1863. Estudou como interno no renomado Colégio Abílio. Cursou Direito. Teve problemas por conta de suas posições políticas republicanas e abolicionistas. Sua primeira obra foi publicada quando o autor tinha apenas 17 anos, em 1880. Em 1888, O Ateneu foi publicadoem folhetim. Suicidou-se aos 32 anos de idade, em 1895.

Sobre o roteirista e ilustrador
Marcello Quintanilha nasceu na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, em 1971. Autodidata, iniciou a carreira nos quadrinhos nos anos 80, quando adotava o pseudônimo de Marcello Gaú. Começou a publicar trabalhos para revistas de terror e de artes marciais. Hoje é reconhecido no Brasil e no exterior. Entre muitos prêmios, levou o de melhor desenhista do Troféu HQMix, em 2010. Além de quadrinista, trabalhou como diretor de animação e ilustrador de diversas revistas e jornais como El País, La Vanguardia (Espanha) e O Estado de S. Paulo. Atualmente vive em Barcelona, na Espanha.O Ateneu, de Raul Pompeia, ganha versão em quadrinhos

São Paulo, outubro de 2012 – Aos 11 anos de idade, o estudante Sérgio deixa os brinquedos e o conforto de casa para ingressar no internato Ateneu. Mas o jovem não contava com a rigidez e o autoritarismo do diretor carrasco Aristarco Argolo de Ramos, que estimula o clima de hostilidade entre os alunos residentes. A trama fictícia de Raul Pompeia, publicada pela primeira vez em 1888, ganha versão em quadrinhos pela Editora Ática. O Ateneu foi adaptado por Marcello Quintanilha, responsável pelo roteiro e arte do livro e integra a coleção Clássicos Brasileiros em HQ.

A história se passa no Rio de Janeiro do século XIX e é narrada em primeira pessoa pelo protagonista Sérgio, que relata com amargura, já adulto, a estada no colégio interno, período que mudaria para sempre sua vida. Em um ambiente escolar traiçoeiro, cheio de competições e intrigas, o personagem percebe que sobreviver naquele espaço desleal não seria uma tarefa fácil.

No Ateneu, a perversidade está no convívio geral e permeia as relações entre calouros e veteranos. O sistema repressor é alimentado pela humilhação dos mais fracos, obrigando-os a lutar para se impor e continuar ali. Assim, Sérgio enfrenta precocemente os conflitos da vida adulta, perdendo as ilusões e a ingenuidade típicas da infância.


Clássico em HQ

Na adaptação, Marcello Quintanilha cria uma obra de excelência, preservando o realismo crítico e o tom impressionista presente no clássico. A poesia e a visualidade da prosa de Raul Pompeia são apresentadas por meio de um roteiro ágil, ácido e contundente. Diversos desenhos originais do autor foram usados por Quintanilha como referência na recriação de personagens e até mesmo de cenas completas.

A obra clássica, reconstruída em outra linguagem, permite que o leitor conheça e examine, por meio dos traços do quadrinista, características e costumes de um colégio frequentado pela alta burguesia carioca no Rio de Janeiro do século XIX Quintanilha realizou uma profunda pesquisa para recriar ambientes, como dormitórios, salas de aula, fachadas, vestimentas e mobiliário. Além disso, ele preservou o contexto político da época, vivido intensamente por Raul Pompeia, e o tom crítico às instituições educativas da época.

Sobre o autor
Raul Pompeia nasceu em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 1863. Estudou como interno no renomado Colégio Abílio. Cursou Direito. Teve problemas por conta de suas posições políticas republicanas e abolicionistas. Sua primeira obra foi publicada quando o autor tinha apenas 17 anos, em 1880. Em 1888, O Ateneu foi publicadoem folhetim. Suicidou-se aos 32 anos de idade, em 1895.

Sobre o roteirista e ilustrador
Marcello Quintanilha nasceu na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, em 1971. Autodidata, iniciou a carreira nos quadrinhos nos anos 80, quando adotava o pseudônimo de Marcello Gaú. Começou a publicar trabalhos para revistas de terror e de artes marciais. Hoje é reconhecido no Brasil e no exterior. Entre muitos prêmios, levou o de melhor desenhista do Troféu HQMix, em 2010. Além de quadrinista, trabalhou como diretor de animação e ilustrador de diversas revistas e jornais como El País, La Vanguardia (Espanha) e O Estado de S. Paulo. Atualmente vive em Barcelona, na Espanha.