janeiro 29, 2013

Defesa Civil estuda normas para casas noturnas


O coordenador da Defesa Civil de Botucatu, Paulo Renato da Silva, analisa as circunstâncias do incêndio que matou mais de 200 pessoas na Boate Kiss na madrugada de domingo (27) na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, como um sinal de alerta e defende que é necessária a adoção de novas normas para as casas noturnas de todo o país.

Em sua opinião, a quantidade de vítimas poderia ser menor se não tivesse ocorrido uma sucessão de erros. “Primeiro foi a falta de comunicação. Como os seguranças não sabiam o que estava ocorrendo no fundo da boate, foram dois ou três minutos que custaram vidas pela falta de comunicação. Depois, foi a falha do equipamento, no caso o extintor de incêndio, que não funcionou ou foi manipulado por alguém que não sabia como proceder, e por último a falta de orientação dos frequentadores, que não sabiam que atitude tomar diante da treagédia”, cita.


Após estudar o assunto Renato conclui que é necessário criar novos procedimentos e normas. “O mínimo que a casa pode oferecer é orientações obre como se comportar em situações como essas. Quando vamos ao teatro ouvimos que é necessário desligar celulares e bips, porque não fazer o mesmo nas casas noturnas, informando as saídas de emergência e como proceder em casos de problemas e situações como a vivenciada no Rio Grande do Sul. Esse tipo de informação também pode ser fornecida em forma de panfleto”, cita.

Um exemplo da falta de informação é a fuga dos clientes da boate para o banheiro. “Acontece uma falsa sensação de segurança, ambiente com água, piso frio e paredes azulejadas, porém é um dos pontos com menos oxigênio e poucas opções de saída”, revela.

O coordenador da Defesa Civil, adianta que deverá se reunir com o comando do Corpo de Bombeiros de Botucatu para discutir o assunto e promover as mudanças que forem necessárias.

“O ponto principal dessa discussão não é apenas a informação aos clientes, mas também treinamento preventivo e de orientação aos proprietários dos estabelecimentos. Me reunirei com o comandante dos Bombeiros para vermos o que podemos fazer nesse sentido”, comenta.

De acordo com ele, é comum as casas noturnas terem uma estrutura preventiva e de acordo com as normas e padrões quando solicitam a vistoria do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura.

“Acontece que o tempo passa e os equipamentos não recebem manutenção e quando realmente se precisam deles acontecem falhas ou então está utilizando uma ferramenta que é indicada para outro tipo de situação. A segurança deve estar presente o tempo todo e funcionários, seguranças e empresários da noite devem estar treinados e preparados para enfrentar essas situações”, diz.