janeiro 25, 2013

Material escolar: momento é de pesquisa de preços


O ano letivo está próximo de começar e pais de alunos das redes pública e particular de educação aproveitam o final das férias escolares, para pesquisar os preços e fazer o orçamento dos itens que compõem as listas de material escolar.

Segundo o proprietário da livraria A Colegial, na Vila dos Lavradores, Paulo César Egílio, a pesquisa de preços teve início já em dezembro. “A procura começa cedo, e é importante porque ouvimos falar muito de variações preço acima de 100% e isso acontece mesmo, pois depende da marca dos produtos e a sua qualidade. No mesmo estabelecimento podemos encontrar produtos semelhantes com diferenças grandes de preço, por conta de sua marca e qualidade”, disse Egílio.


De acordo com ele, a pesquisa de preço é fundamental, porém os consumidores devem se ater a esse detalhe. “Ao fazer a pesquisa tenha certeza de que está analisando o mesmo produto, a mesma marca e se as características são idênticas”, aconselha.

Valéria Aparecida Dias de Almeida (34), foi com sua filha Júlia de Almeida, de 10 anos, para a compra do material escolar. “A minha pesquisa de preço apresentou uma variação muito baixa, menos de 5%. Decidir vir coma  minha filha assim ela já escolhe as marcas e modelo do material que mais a agrada”, diz.

A auxiliar de escritório, Carla Camargo, estava iniciando sua pesquisa mas já tinha informações de que alguns artigos pode dobrar de valor dependendo do local da compra. “Temos que ficar atentos para garantir uma compra de acordo com nossa realidade, pois a variação de preço é grande. A previsão é gastar entre R$ 150 e R$ 200, e cada centavo conta”, comenta.

Já a professora Joseli Aloise, descartou a pesquisa e decidiu fazer a compra na primeira livraria que visitou. “Trouxe a minha filha junto para que ela pudesse escolher o material de sua preferência. Esse [e um momento que vai além da economia e as crianças querem o material que está na moda, com personagens e outros detalhes”, garante.

Especialista - Para Rafael Garcia Campos (foto), docente da área de administração e negócios do Senac Botucatu, a melhor forma de economizar é reaproveitar itens que não foram utilizados no ano anterior. “Lápis de cor e canetinha, por exemplo, possuem longa duração. Se eles estão em bom estado, não há necessidade de comprar novamente. Geralmente são esses os produtos que mais encarecem a compra”, afirma.

Campos alerta que a pesquisa de preço também deve ser praticada pelos pais. Isso porque, de acordo com a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), a diferença entre o valor do material escolar chega a 450% de uma loja para outra. “Pesquisar sempre é bom e necessário. Além da variação de preços entre os estabelecimentos, as pessoas precisam ficar atentas às diferenças de custos de cada marca”, alerta.

O docente também orienta os pais que estão com o orçamento apertado a não levar os filhos na hora das compras. “Do ponto de vista do lojista, é uma ótima ideia levar as crianças, pois elas sempre querem o que mais chamam a atenção. Normalmente elas não vão se contentar com o lápis tradicional. A criança irá escolher o colorido, com algum adereço a mais. E, na maioria das vezes, para não chatear os filhos os pais acabam pagando mais por isso”, afirma. O ideal, segundo ele, é fazer as compras tranquilamente para ponderar qual é o melhor preço e a qualidade oferecida.