fevereiro 20, 2013

A partir de sábado 23, comunidades pacificadas terão cinema de graça com apoio do UNIC Rio

Megafone,cadeiras e pipoqueira, isto é projeto Cinemão, Veículo de Ocupação Tática da Cultura, que vai exibir gratuitamente filmes brasileiros em áreas pacificadas do Rio de Janeiro, a partir de sábado, 23 de fevereiro.


Cid César Augusto, autor do projeto, conta que teve a ideia em novembro de 2010, depois da tomada do Complexo do Alemão. “É possível outro modelo de ocupação territorial desses espaços públicos. O cinema é minha ferramenta de trabalho. Acredito cegamente no poder transformador da cultura, arma mais poderosa que o fuzil. E o Cinemão é, em si,um ato político da sociedade e do cinema brasileiro.”

A primeira sessão será no próximo sábado, 23 de fevereiro, às 19h, na Vila Olímpica Gamboa, no Morro da Providência, com o filme “A batalha do passinho: os muleque são sinistro”, longa metragem vencedor da mostra novos rumos do Festival do Rio 2012. Em seguida, haverá debate com o diretor e personagens do documentário, além de integrantes da agenda do Fórum Social Contra o Extermínio da Juventude Negra.

O Cinemão deve promover ao longo deste ano 288 sessões gratuitas de cinema, sempre nos fins de semana, seguidas de debate com os realizadores e a comunidade local. O projeto  atingirá mais de 150 mil pessoas, entre crianças, jovens, adultos e idosos.

O projeto conta com o apoio institucional do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), da Epson, da UPP Social e do Instituto Pereira Passos (IPP), e é  patrocinado pelo Ministério da Cultura, Banco Itaú e Cirúrgica Fernandes. As produtoras responsáveis pela iniciativa são a Carioca Filmes e a Maranduva Filmes.

O Cinemão possui ainda uma extensa lista de simpatizantes, como o cineasta Walter Salles, o apresentador Danilo Gentili e os atores Bruno Gagliasso e Matheus Nachtergaele, entre outros.