fevereiro 19, 2013

Calor excessivo incomoda no retorno às aulas das escolas Martinho e Paulo Guimarães


O excesso de calor em sala de aula foi a maior reclamação das mães de alunos das escolas Paulo Guimarães e Martinho Nogueira, na tarde de ontem.

Acontece que, nessas escolas, o início do ano letivo está sendo tumultuado devido à reforma em suas dependências, o que levou a Secretaria Municipal de educação a transferir os alunos para amplos salões e galpões do Centro de Educação Infantil (CEI), “José Luiz Amat”.


O primeiro problema com a alteração foi o início tardio das aulas, levando os estudantes para o ambiente escolar a partir de ontem, cinco dias após o retorno nas demais escolas municipais da cidade.

Agora, a ausência de ventiladores ou sistemas capazes de manter o clima em temperatura agradável, liderou as reclamações entre pais de alunos abordados pela reportagem na saída escolar na tarde de ontem, por volta das 17h30.

Mari Silva, 35 anos, diz que a volta às aulas foi tranquilas, e não encontrou problemas com a mudança temporária de endereço da escola Martinho Nogueira, porém, acredita que a estrutura preparada para receber os alunos não está plenamente concluída.

“O que encontrei foi calor excessivo, vim trazer meu filho à escola e já havia percebido isso, e agora, na saída, está pior. Prometeram que as aulas começariam e haveria ventiladores para amenizar a situação, mas não foi isso que encontramos nas salas de aulas”, diz.

A opinião de Mari é semelhante à da autônoma Patrícia Barrado, 28 anos. “O ambiente está péssimo. Foi muito mal feito e, além disso, o calor no ambiente escolar está insuportável. Cadê os ventiladores?”, questiona.

A dona de casa Silvia Helena Lopes Barbim, 51 anos, preferiu omitir sua opinião e passou a palavra para seu neto, Leandro Barbim Villas Bôas, 9 anos, que apesar da pouca idade também ressaltou o calor como um sério problema. “A sala de aula está muito quente, a água também está muito quentes e chegou a acabar hoje. Não gostei da nova escola”, disse Leandro.

Diante das reclamações do garoto, a avó decidiu se posicionar. “Temos que entender que esse problema é temporário, a escola está vindo para esse novo endereço agora. acredito que colocarão tudo em ordem nos próximos dias. Isso tudo é provisório”, defende Sílvia Barbim.

Já a dona de casa Elaine Cristina de Oliveira, 30 anos, é radical em sua análise e afirma que está pensando em procurar vagas em outras instituições de ensino, para garantir um ambiente melhor de aprendizado para seus filhos gêmeos. “Tá ruim. É um ambiente Horrível. Parece que colocamos nossos filhos em uma lata de sardinha dentro de um forno micro-ondas. É necessário melhorar esse ambiente e rápido”, reclama.

Melhorias - Segundo coordenadora geral do ensino médio da Secretaria Municipal de Educação Magda Regina Cagno Troncarelli, apesar do retorno às aulas ainda faltam alguns detalhes de acabamento na área do centro de Educação Infantil destinada às escolas.

Com relação aos ventiladores, ela garante o problema será solucionado ainda hoje. “Vamos remanejar os ventiladores que recebemos para atender ambas as escolas, para o espaço onde estão ocorrendo as aulas amanhã (hoje). Temos consciência das questões relativas ao calor no ambiente escolar e estamos trabalhando para resolver”, diz.

Magda ressalta que os detalhes de acabamento são basicamente, a colocação de vidros e rodapés. “Teremos funcionários trabalhando aos finais de semana para cuidarem desses detalhes”, diz.